Novidades

COACHING PARA ADOLESCENTES

                          Método GrowCoaching
 
Trata-se de um processo para auxiliar adolescentes, pais, cuidadores e educadores na mudança comportamental em situações rotineiras da vida mas que trazem muitos transtornos e dificuldades.
 
Alguns dos benefícios observados são: maior equilibrio,  melhor relacionamento, melhor auto-estima,  lidam melhor consigo mesmo e com os outros, tornam-se mais responsáveis,  pró-ativos, equilibrados, felizes, com autonomia, saudáveis emocionalmente e socialmente; e prontos para lidar com as dificuldades rotineiras que enfrentam.

13 REASONS WHY

EDUCAÇÃO EMOCIONAL PARA “13 REASONS WHY” 
                                                                                                Por: Cláudia Ferreira  

Este ano, a Organização Mundial da Saúde tem como tema de campanha a Depressão, tamanha a importância deste transtorno que pode afetar pessoas de qualquer idade em qualquer etapa da vida.

O suicídio é a segunda maior causa de morte em adolescentes e os sinais mais comuns podem ser observados pelos familiares:

 crianças: mudança brusca de comportamento, com muito medo de separar-se das pessoas que lhe servem de referência; alteração da qualidade de sono; escolha seletiva dos alimentos; diminuição da atividade física; medo excessivo e duradouro; baixo rendimento escolar e dificuldade em realizar as tarefas, devidos à falta de concentração; oposição, desafio, hostilidade, instabilidade de humor, irritabilidade e crises de raiva.  

 adolescentes: anedonia (perda da capacidade de sentir prazer), desesperança, sentimento de culpa, lentificação psicomotora, podendo apresentar delírios e alucinações; comportamento negativista; antissocial, com recusa em sair de casa e, frequentemente, associado ao abuso de álcool e de outras substâncias.  A menina internaliza as emoções, se tranca no quarto e chora. O menino se torna extremamente agressivo, fica na defensiva o tempo todo e sai brigando com o mundo.

Mais do que simplesmente culpar a série por sugestionar nossos adolescentes a cometerem o suicídio, vamos pensar que eles já podem estar com sinais depressivos e verem na série uma oportunidade.

Por isso é muito importante a educação emocional e o acompanhamento de perto dos nossos filhos adolescentes por mais difícil que isso possa ser, dado os impecílios que a própria idade impõe. A primeira coisa é empatizar com ele, com interessante verdadeiro e sem críticas.

Por exemplo, comentando sobre quando Hannah, a personagem principal da referida série, decide mudar sua aparência (exterior) devido às férias de verão cortando o cabelo, mas não o seu interior, os sentimentos que a impediam de seguir em frente. Aqui você pode fazer perguntas fechadas, mais diretas para acessar seu filho/a: “O quê você faz quando quer começar de novo? O que você acha que deve mudar para ter a vida que deseja?”. Prefira sempre perguntas do tipo “O que, Como, Qual”, para que receba uma resposta bem direta. Outros exemplos: “Que tipo de elogios você gostaria que tivesse o seu pacotinho?” (ideia de pacotinho de elogios anônimo da professora da escola); Hannah escreve um poema sobre seus sentimentos – “Como seria o seu poema?”; Na última tentativa de Hannah ela pede ajuda – “O que você tem feito para pedir ajuda quando necessário?”, “Como você tem ajudado as pessoas ao seu redor?”.Quando Hannah escreve “Eu queria um propósito, uma razão para estar nesse planeta”, podemos estender a discussão com nossos filhos para identificar e construir com eles os  seus valores e o sentido para a vida.

É preciso conversar abertamente com os filhos nesta idade para saber claramente o que nós pais temos feito que nossos filhos gostariam que fosse diferente; pais e filhos saberem como se sentem; como acreditam demonstrarem isso; como os filhos gostariam de serem vistos pelos pais; como se tem lidado com os acontecimentos a nossa volta; como se pode verdadeiramente saber sobre o que as pessoas pensam...e perguntas deste tipo.

Desta forma eles vão estar blindados e séries como estas vão servir de estímulo para mais conversas. 

COACHING INFANTIL

             COACHING INFANTIL
 
Para tornar o mundo num lugar melhor é preciso transformar as crianças e adolescentes em seres humanos mais responsáveis, mais pró-ativos, equilibrados, felizes, com autonomia, saudáveis emocionalmente, socialmente e prontos para lidar com as dificuldades rotineiras que enfrentam. Ou seja, precisamos que eles se tornem pessoas mais resilientes.  E já que criança vem sem manual, vamos buscar técnicas e ferramentas para otimizar o convívio entre elas e os adultos. Esta é exatamente a proposta do método Kids Coaching desenvolvido pela psicóloga Márcia Belmiro: ajudar pais e professores a se comunicarem de uma forma mais assertiva com o mundo infantil. 
 
 O QUE É: é um processo que se faz por meio de técnicas e ferramentas testadas e validadas cientificamente para ajustar comportamentos da criança, da família e da escola que precisam de melhoria.   QUAL É O FOCO: é auxiliar crianças, pais, cuidadores e educadores na mudança comportamental em situações rotineiras da vida mas que trazem muitos transtornos e dificuldades.

BENEFÍCIOS PARA A CRIANÇA: maior auto-confiança; auto-motivação; grande senso de conquista; melhor relacionamento com pais; irmãos e amigos; maior aceitação e tolerância no convívio com outros; senso de pertencimento; melhor entendimento sobre si mesmos e sobre seus sentimentos.

BENEFÍCIOS PARA PAIS E PROFESSORES: melhor relacionamento com suas crianças; mudança na percepção sobre a criança, seus potenciais e suas possibilidades; maior auto-confiança em suas habilidades de educadores; aumento de auto-conhecimento; melhor entendimento dos seus sentimentos; técnicas práticas e facilmente aplicáveis para lidar com suas próprias emoções e para auxiliar seus filhos e alunos a lidarem com as emoções. 
DURAÇÃO: 10 SESSÕES 
PRINCÍPIOS DO KIDS COACHING:   não trata, não cura e não substitui os profissionais da saúde, mas acelera auxilia os processos;  não julgamento;  auto-responsabilidade;  foco no futuro;  pais são os melhores coaches dos filhos;  trabalha com objetivos a serem alcançados pelo sistema  familiar;  possui técnicas específicas;  trabalha a criança para ser criança – livre, socialmente hábil, associando emoção e razão. Se as crianças aprenderem a viver com suas emoções e sentimentos de forma adequada, estaremos formando pessoas mais plenas e felizes, o que retorna em seu benefício e, também, em benefício de todos. 
 
Para mais informações: Cláudia Ferreira (31) 99952-0104 

8º ENCONTRO BRASILEIRO DE PESSOAS QUE GAGUEJAM

A fonoaudióloga do Núcleo Persona, Dra.Marisa Viana irá palestrar no 8º Encontro Brasileiro de pessoas que gaguejam com o tema " Recursos comunicativos para maior expressividaade na fala". O evento será no dia 26 de Novembro no Salão nobre da Faculdade de Medicina da UFMG. 

Maiores informações: www.abragagueira.com.br

lançamento do e-book \"Transtornos de aprendizagem: da teoria à prática\"

Conversando sobre a gagueira e suas causas

                          A GAGUEIRA E SUAS CAUSAS

                                Fga. Marisa S Viana Jesus

                                                  Crefono 6-1415

A gagueira, também conhecida como disfluência, é um dos distúrbios de Fala e de Linguagem que se inicia na infância e pode perdurar até a vida adulta. Repetições involuntárias de palavras, de sílabas e de sons, prolongamentos e bloqueios, que impedem o fluxo suave da fala, são algumas formas de manifestação do distúrbio. A gagueira se manifesta em cerca de 5% da população infantil, e aproximadamente 80% das crianças afetadas  recuperam-se naturalmente.

Os fatores causais da gagueira permanecem incertos na maioria dos casos. Entretanto, muitas pesquisas científicas estão sendo realizados buscando as causas da gagueira. Os estudos sugerem que os fatores genéticos são responsáveis por 70% da predisposição para a gagueira, enquanto os 30% restantes devem-se a causas ambientais. Dentre as causas ambientais, temos alguns relatos de gagueira induzida por medicação, como um escrito há mais de 30 anos envolvendo uma criança de 4 anos que passou a apresentar disfluência ou gagueira ao receber o medicamento broncodilatador Teofilina (MCCARTHY, 1981). Além disso, há um relato de caso em que a gagueira apareceu como sintoma à infecção estreptocócica associado a um distúrbio autoimune do tipo PANDAS. Outro fator que tem sido levantado como causa para o distúrbio é o sofrimento fetal. Independentemente da causa, o que se observa é uma dificuldade de temporalização da fala decorrente do funcionamento cerebral.

Uma vez já instalada, alguns fatores podem provocar piora no quadro de gagueira. Dentre eles está a apneia obstrutiva do sono (AOS), provocada pelo relaxamento excessivo dos músculos da boca e garganta. Segundo pesquisa feita por cientistas da UCLA, aproximadamente duas em cada cinco pessoas com apneia obstrutiva do sono relatam histórico de gagueira na infância.  A razão para esta grande incidência de casos de gagueira entre pessoas com AOS está provavelmente relacionada à ocorrência de danos precoces em regiões do cérebro envolvidas no controle da respiração e da fala provocados por reduções repetitivas de oxigênio, provocando o estresse oxidativo.

A criança que passa por privação de sono, apresenta alguns distúrbios (O´Brien, 2009) como:  irritação, depressão, ansiedade, dificuldades de concentração, hiperatividade e gagueira. Esta privação pode ser causada tanto por problemas respiratórios como respiração oral, ronco, rinite, sinusite, hipertrofia de adenoide e/ou tonsilas, apneia, asma, como também por falta de controle do horário de dormir e de despertar das crianças, fazendo com que tenham um tempo menor de sono em relação ao desejável para essa faixa etária.

Por último, é importante ressaltar que problemas emocionais não causam gagueira. Ao contrário, a vivência de uma fala gaguejada pode trazer alguns dificultadores para a pessoa. Fatores emocionais podem ser considerados agravantes, mas não são cientificamente considerados como causadores da gagueira.

            Diante da fala com gagueira de uma criança é importante uma avaliação de um profissional especializado para buscar possíveis causas, mas também propor condutas que minimizem o sintoma evitando que esta se torne crônica e perdure até a vida adulta. 

Roncar não é normal!

Roncar não é normal!

Fonoaudiólogas Claudia Ligocki e Marisa Viana

 

Você se sente muito cansado? Tem a sensação de que o sono não é suficiente? Reclamam do seu ronco? Você acorda “assustado” várias vezes? Preste atenção! Esses podem ser sinais de que você sofre de apneia do sono.

Estudos mostram que cerca de 20% dos homens e 5% das mulheres jovens roncam, aumentando para 60 e 40% respectivamente após os 60 anos.


No entanto, ao contrário do que se pensa, roncar não é normal, é um sinal claro de que a pessoa tem uma forte tendência em ter apneia do sono.
Nos casos de ronco e apnéia há uma alternância entre som alto e silêncio, uma vez que o ronco é emitido assim que a pessoa consegue respirar. O som vem da vibração muscular e roncos mais fortes e altos virão a fim de forçar a abertura da via aérea para reiniciar a respiração.

A Síndrome de Apneia-Hipopneia Obstrutiva do Sono (SAHOS) é uma desordem do sono caracterizada pela obstrução das vias respiratórias durante o sono, que inibe a passagem de ar por pelo menos 10 segundos mais de 5 vezes durante o período de sono. Por isto, quem tem apneia ao acordar não se sente descansada, porque seu sono é interrompido diversas vezes dificultando o descanso fisiológico e causando excesso de sonolência diurna.
O ronco é apenas um dos sintomas da SAHOS! A apneia do sono geralmente causa alterações físicas e psíquicas muito importantes e poucas vezes, por desconhecimento, são atribuídas a ela, como depressão, alteração de personalidade e humor, problemas com as funções cognitivas como atenção, memória e aprendizado e comprometimento do relacionamento social, profissional e da qualidade de vida.  Dentre as alterações fisiológicas mais significativas são o ganho de peso, hipertensão arterial e desordens cardíacas.

Sintomas frequentemente relatados são fadiga, excesso de sono durante o dia, irritabilidade, diminuição da libido, impotência e dores de cabeça matutinas, e decorrem, em maioria, da “falta” de sono, uma vez que a qualidade do sono está comprometida.

Na SAHOS ocorre a parada obstrutiva do sono  caracteriza-se por um fluxo aéreo impedido pela pouca passagem de ar pela aproximação anormal das estruturas das vias aéreas superiores, assim, a obstrução da via respiratória, que impede a respiração e leva à vibração dos tecidos da garganta, que acontece quando o ar vence a obstrução das estruturas e dá origem ao ronco. Contudo, a causa central também deve ser investigada, uma vez que na parada central da respiração por algum motivo o sistema nervoso é incapaz de ativar a função adequada da musculatura respiratória.

O que fazer? Os distúrbios do sono têm tratamento. Se você está muito sonolento, acha que está roncando muito, tendo pausas respiratórias durante o sono ou mesmo tendo outras dificuldades para dormir bem, agende uma consulta com um médico que irá lhe indicar as melhores opções de tratamento.

O diagnóstico e tratamento da SAHOS geralmente é multidisciplinar, podendo envolver médicos, dentistas, fonoaudiólogos, dentre outros profissionais, no intuito de mapear e corrigir as causas e melhorar a qualidade de vida.

Fique atento!

 

A importância do sono

A IMPORTÂNCIA DO SONO

Texto elaborado por: Cláudia de A. Ferreira Salum e Renata Nunes Bonaccorsi

 

Pesquisas atuais comprovam que maus hábitos de sono, práticas educacionais flexíveis e a presença de mídia eletrônica no quarto da criança estão relacionados com menores habilidades de atenção e pior desempenho escolar.

Desta forma, é fundamental melhorar os hábitos de sono das crianças e para isso precisamos do envolvimento de toda a família. A criança dificilmente vai adormecer se as luzes dos ambientes perto do seu quarto estiverem acesas, se a televisão da sala estiver ligada ou alguém estiver conversando ao telefone, por exemplo. O ritmo da casa inteira tem que baixar, afinal, vai ser bom para todos mesmo que cause estranhamento no começo. Talvez seja interessante até mesmo trocar as lâmpadas “brancas” pelas “amarelas”, para se livrar das frequências de ondas azuis que as lâmpadas brancas emitem inibindo a produção do hormônio regulador do sono, a melatonina. Estas ondas azuis também são emitidas através das telas dos celulares, das TVs e dos aparelhos eletrônicos em geral. Por isso devem ser evitadas a todo custo inclusive pelos pais.

Esses hábitos desregulam o relógio biológico cerebral interferindo na qualidade do hormônio do crescimento (GH), adrenocorticotrófico (ACTH), atuando sobre as suprarenais, nas reações ao estresse e respostas imunes e o hormônio estimulante da tireoide (TSH).

Bebês e crianças até 8 ou 9 anos tendem a ter uma agenda cheia pela manhã e não é estranho um filho pequeno acordar os pais assim que o dia raia. Já na adolescência, o quadro se inverte. A explosão de hormônios que começa aos 10 ou 11 anos faz com que os ritmos biológicos se atrasem. Os jovens sentem sono tarde e, por isso, não querem levantar cedo. Alguns conseguem se adaptar melhor a essa situação. Outros apresentam grande dificuldade e são tratados como preguiçosos pelos professores e pela família. A falta de concentração também pode se manifestar em aulas mais longas e ser confundida com indisciplina. Mas o desligamento dos estudantes em alguns momentos também é explicado pelo relógio biológico.

Um estudo realizado na Austrália, concluiu que cada indivíduo tem uma predisposição genética para acordar cedo ou tarde, mas durante as mudanças hormonais da adolescência, os jovens começam a dormir mais tarde e, quando possível, também acordam mais tarde. A causa da mudança é a melatonina, que na puberdade, é secretada cada vez mais tarde. Os fatores ambientais como a luz artificial, por exemplo, que tende a reduzir a quantidade de melatonina secretada, e o uso do computador, que faz o jovem “se esquecer do sono”, também interferem.

Um fator é unanimidade: o sono é importante para consolidar o aprendizado, pois os arquivos de memória são produzidos durante o sono e se dormirmos mal, nós iremos memorizar mal aquilo que foi aprendido. A redução da quantidade de horas de sono também irá dificultar o controle das emoções e a consolidação de memórias, que são fundamentais no processo de aprendizagem.

Algumas dicas:

1) Estabeleça horários regulares para dormir e despertar;

2) Evite atividades que estimulem a vigília após as 19 horas como internet, games, TV, celular e discussões;

3) Estabeleça uma rotina de relaxamento na hora de deitar como um banho morno, leitura ou alongamento;

4) Exercício físico pode ajudar o sono desde que realizado antes das 18 horas, após esse horário é excitante e pode atrapalhar;

5) O quarto deve ser ventilado, silencioso, com temperatura agradável e sem eletrônicos (deixe-os na sala);

6) Cama na infância é só para dormir, não foi feita para fazer lições ou brincar...;

7) Deixar o filho ir para a sua cama pode parecer inofensivo mas pode ser um vício difícil de tirar;

8) Assegure exposição adequada à luz natural para o ajuste natural do relógio biológico (dormir e acordar cedo faz muito bem à saúde);

9) Não deixe que usem cafeína (café, refrigerantes `a base de cola, chá preto e chocolate) após às 18 horas;

10) Evite comidas com alto teor de gordura e prefira as de digestão rápida como uma massa leve ou um sanduíche natural.                                            

Dia Mundial da Voz

 
Hoje, a fonoaudióloga Cláudia Ligocki, especialista em voz e integrante do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, fala sobre os cuidados com a voz, ao vivo, no Jornal Notícias de Minas, pela Rede TV, a partir das 18h.
 
Assista pelo canal 4 na TV aberta ou 17 da Net, não perca!

Saiba como manter a saúde vocal

16 de abril é dedicado ao Dia Mundial da Voz e uma especialista explica como mantê-la sempre saudável.

O próximo dia 16 de abril é dedicado ao Dia Mundial da Voz, este poderoso instrumento de comunicação verbal. Mas, com exceção dos profissionais que a utilizam como instrumento de trabalho e necessitam ter habilidades comunicativas como fala clara e agradável, são poucas as pessoas que, em seu dia-a-dia, se lembram de cuidar da voz. Muitas, pelo contrário, até adotam hábitos nocivos que comprometem a saúde vocal.

Segundo a fonoaudióloga Cláudia Ligock, especialista em voz e integrante do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, alguns sintomas indicam que algo pode estar errado com a saúde vocal. “Mudanças na qualidade da voz, como fraqueza, rouquidão e falhas, além de cansaço para falar, perda do desempenho vocal ao final do dia ou da semana, pigarro constante, sensação de tensão na região do pescoço ou esforço para falar, são os mais significativos”.

Por isso, ela indica algumas medidas e cuidados simples para manter a voz sempre saudável:

  • Use a voz de maneira adequada, sem falar exageradamente e com pausas para repouso;
  • Evite falar com esforço, alto ou gritando;
  • Se usar a voz profissionalmente, tenha o acompanhamento de um fonoaudiólogo;
  • Mantenha uma alimentação saudável;
  • Pratique atividades físicas, especialmente as aeróbicas;
  • Durma bem;
  • Evite o uso de cigarros;
  • Evite ambientes ruidosos e exposição ao ar condicionado;

 

Consequências da falta de cuidados com a voz e tratamentos

A especialista alerta que a falta desses cuidados no dia-a-dia podem acarretar várias doenças. “As principais doenças e problemas de saúde relacionados à fala são por uso inadequado da voz, como nódulos (calos), pólipos, disfunções do aparelho fonador por esforço frequente ao falar e até mesmo o câncer de laringe, no caso de fumantes”, citou Cláudia.

Neste caso, ela orienta que o paciente busque a ajuda de profissionais habilitados para avaliar as alterações vocais, como um Fonoaudiólogo ou Otorrinolaringologista. “O primeiro irá analisar a função vocal e o médico a estrutura do aparelho fonador. Dependendo do caso, é necessária apenas uma fonoterapia, já em outros é preciso uma intervenção cirúrgica associada à terapia. O mais importante é caso perceba alteração vocal procurar os profissionais especializados imediatamente e não se automedicar ou utilizar receitas caseiras, pois pode estar mascarando um problema e agravando-o”, disse a fonoaudióloga.

 

Na mídia!

 
 
Não percam, hoje, à partir das 18h, no Jornal Notícias de Minas, pela Rede TV, a entrevista da psicóloga Cláudia Ferreira, integrante da equipe do Núcleo Persona, em Belo Horizonte. Ela vai explicar o que é o TDAH, como tratar e o uso do Cogmed, um software com exercícios de memória que auxilia no tratamento do TDAH e outras doenças.
 
Assista pelo canal 17 da Net e 4 UHF.

Treinamento de memória operacional Cogmed

Psicóloga mineira foi a primeira profissional do país a utilizar a técnica, na busca de uma ferramenta não medicamentosa para auxiliar no tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade.

A partir das descobertas da Neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de criar “novas rotas” para fazer uma atividade, e na busca por ferramentas efetivas para auxiliar no treinamento da memória operacional, uma equipe de neurocientistas e designers de jogos da Suécia se uniram, e, a partir de pesquisas, criaram um software composto por exercícios de memória: o Cogmed.

A psicóloga Cláudia Ferreira, primeira profissional a trabalhar com a técnica no país desde 2011, explica que objetivo principal do método é otimizar a memória operacional, que é o principal prejuízo de quem tem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade - TDAH. “A nossa memória operacional tem a responsabilidade de manter informações em mente, enquanto executa tarefas, utilizando aprendizagens do passado para aplicar na situação atual ou criando estratégias de solução de problemas para o futuro”.

Segundo a especialista, o treinamento é indicado para pessoas diagnosticadas com TDAH, vítimas de lesão cerebral, com problemas de aprendizagem, com dificuldades decorrentes do envelhecimento normal ou até mesmo aqueles que acham que estão aquém do que poderiam academicamente ou profissionalmente. “A partir desses exercícios, os pacientes conseguem desenvolver melhor a memória, atenção, raciocínio, concentração, foco e habilidades sociais e de controle de impulsos”.

Ela ressalta que a sequência dos exercícios pode ser realizada até mesmo em casa, por meio de um trabalho sistemático, adaptativo e com o suporte do treinador qualificado Cogmed. “O treinamento tem duração de cinco semanas, com a freqüência de cinco dias por semana, por aproximadamente 45 minutos cada sessão e com programas diferenciados por idades. Pesquisas já mostram que a cada dez pessoas que realizam, oito relatam uma melhora da atenção e/ou da concentração, do foco, das habilidades de raciocínio, das habilidades sociais e do controle de impulsos, de forma substancial e duradoura”, citou Cláudia.

Contraindicações

No entanto, a psicóloga alerta que é a técnica não é indicada em alguns casos. “É preciso avaliar com cautela situações de potencial intelectual reduzido, epilepsia fotosensível, depressão e ansiedade severas, transtorno opositor desafiador e transtorno de conduta, além da falta de motivação, para então concluir se o tratamento será benéfico ou não para o paciente”. 

Por isso, a importância de buscar um profissional com formação superior e que seja qualificado especificamente para utilizar o Cogmed, para garantir o uso adequado do treinamento e promover o máximo aproveitamento pelo usuário.

Na mídia!

Confira a entrevista da fonoaudióloga Marisa Viana, integrante do Núcleo Persona, no programa Revista BHNews, na última quarta-feira. A especialista falou sobre os cuidados e a importância da fala na vida escolar.
 

A fonoaudióloga Marisa Viana, do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, participa, amanhã, ao vivo, a partir das 17h15, do programa Revista BHNews, pela BHNews TV e explica a importância do cuidado com a fala na vida escolar, não perca!
 
Assista pelo canal 29UHF, canal 9 da Net e ainda pelo site: www.bhnews.tv.br

Desejo da mulher é ser um enigma

Artigo por Karina Simões

Fonte: Uol

Existe a compreensão de que o desejo da mulher é ser mesmo enigma para os outros e, muitas vezes, para ela mesma.

Não quero fazer o caminho daqueles que se acham sábios e que pensam ter desvendado o universo feminino. Porque esquecem que em cada alma feminina há o poder de se reinventar e renascer a cada instante. 
"E quantos segredos traz o coração de uma mulher..." Nos versos do poeta e cantor paraibano Zé Ramalho, há uma verdade jamais revelada. 

O coração de uma mulher é mesmo indecifrável, e no seu mistério está a beleza que instiga e provoca os desejos de conhecê-la. 

Aliás, nem mesmo a mulher sabe quem ela é. O grande psicanalista S. Freud, na tentativa de tudo explicar, também se rendeu à impossibilidade de anunciar os mistérios femininos: "afinal, o que querem as mulheres?".

Ser diferente e ser resiliente (capacidade de autossuperar) em sonhos, propósitos, gostos e amores pela vida. Mais que isso, a mulher tem a capacidade de tornar novo o que parecia obsoleto por meio de um novo olhar, de uma palavra, de um toque ou de um gesto. 

Neste dia, em que se pretende dar um olhar de relevo para as virtudes da mulher, um fato não se pode esquecer: há anos cientistas, filósofos e poetas que pretendem a cada instante dizer quem são as mulheres. Digo, sem medo de errar, que nunca chegarão a responder ou a atender às suas pretensões, porque só as têm os que sabem amar. Isto é, querem entender uma mulher? Ame-a. Sinta-a. Porque somente quem ama, sabe entendê-la. 

Talvez por isso, por mais que se pretenda num dia ressaltar a beleza e a importância da mulher, não cabe em nenhum espaço de tempo a possibilidade de contemplar a alma feminina. As mulheres serão sempre, nesse sentido, atemporais e misteriosas, deixando cientistas, poetas e filósofos loucos sem respostas que somente quem ama sabe entender... Mas não sabe dizer! 

Feliz dia Internacional da Mulher!

A fala e sua importância na vida escolar

A oralidade na vida estudantil da criança é muito importante, e por isso é necessário que os pais fiquem atentos ao desenvolvimento da fala de seu filho durante o período escolar.

São várias as manifestações de que algo está deixando a desejar na comunicação de uma criança, entre elas o atraso no desenvolvimento da fala e linguagem. Com isso, a defesa de suas ideias, seu posicionamento diante do grupo de colegas fica comprometido, além de poder sofrer bullyng, ser imitada e diante disto se inibir, deixando de participar das atividades sociais da turma e ter seu aprendizado comprometido e a escrita defasada.

A fonoaudióloga Marisa de Sousa Viana Jesus, integrante do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, explica que as dificuldades na linguagem não devem ser subestimadas no período escolar, tanto pelo sofrimento que elas causam na criança quanto por seus desdobramentos no aprendizado, que se torna deficitário. “É frequente a preocupação dos pais existirem somente na época de aparecimento das primeiras palavras e após isto diminuem o rigor no acompanhamento do desenvolvimento da linguagem do filho. Mas é indicado que os responsáveis se empenhem em estimular mais e melhor a comunicação da criança e verificar com a escola sua percepção sempre”.

Segundo a especialista, essas alterações na fala podem ocorrer pelos mais variados motivos, sendo os principais deles relacionados a doenças da mãe na gestação, sofrimento durante o parto, prematuridade ou baixo-peso ao nascimento, síndromes e déficit cognitivo. “Além disso, a superproteção familiar faz com que a criança tenha todas suas necessidades supridas sem precisar falar. A estimulação deficitária ou inadequada, por haver pessoas que “falam pela criança”, ou, no outro extremo, por conversarem pouco com ela, ou ainda, por utilizar uma fala muito infantilizada ou até a perda auditiva, também podem ser uma causa,” completou Marisa.

Ela acrescenta que alguns casos de dificuldades podem estar relacionados também à Dislexia, porém é preciso ter cuidado para não realizarem diagnósticos precipitados. “Este é um diagnóstico de exclusão e deve ser feito por uma equipe especializada. Por isso o fonoaudiólogo tem uma participação fundamental tanto no tratamento quanto na reabilitação deste distúrbio”.

Formas de tratamento

Ao perceber que o andamento da aprendizagem da criança difere e apresenta certa defasagem em relação aos colegas, além disso, se ela está incomodada com sua fala ou se houver ainda uma suspeita de que algo não está normal, é necessário que os pais procurem a ajuda de uma especialista. “Ele irá propor atividades que estimulem as crianças a prestarem atenção aos sons, na forma como se fala e estimulando para que usem a linguagem nas relações sociais”, disse a fonoaudióloga.

Ela garante que algumas vezes, a conversa com os familiares sugerindo estratégias para melhorar e estimular a comunicação da criança, seguida de orientações aos professores podem ser suficientes. Mas, que em outras situações é necessário o encaminhamento para realização de exames auditivos e neurológicos, além de sessões terapêuticas. “Neste processo a criança é vista não como paciente, mas como agente, participando ativamente do seu processo de mudança, além do envolvimento da família em cada sessão e também da escola. Cria-se assim, um círculo virtuoso, em que cada atividade é planejada, os resultados são alcançados e num sentimento de cumplicidade, comemorados”, concluiu Marisa.

 

 

Desafios da orientação profissional e da escolha de uma carreira para os jovens

Artigo de Erika Azevedo e Maria Alice Fontes

Fonte: Plenamente

Escolher uma carreira profissional é um dos principais dilemas que acompanham os jovens no final do Ensino Médio. As preocupações se estendem às famílias que de alguma forma incentivam os filhos para carreiras que julgam ser promissoras. Os desafios dos jovens começam pela multiplicidade de cursos e opções, passam pelas dúvidas sobre quem eles são e qual o estilo de vida querem ter e acabam com a pressão indireta dos pais.

Conhecer a si mesmo, as possibilidades no campo de trabalho, as diferentes carreiras, os cursos e os tipos de formações podem auxiliar o jovem. O objetivo principal seria compreender melhor seu funcionamento interno, possibilitando que ele faça a escolha baseada nas suas habilidades e desejos. As marcas das identificações e a vontade de corresponder às expectativas das pessoas significativas em sua vida são questões que o jovem tenta atender. Além disso, ele se vê frente ao mercado de trabalho com um grande campo de possibilidades, passando por um período de ruptura pessoal para se posicionar frente à sociedade.

Uma multiplicidade de profissões, áreas de estudo e cursos se apresentam como possibilidades, deixando o jovem muitas vezes, confuso diante de tal complexidade. Na maioria dos casos, quando são chamados a refletir sobre as dificuldades e possibilidades do mercado de trabalho para escolher uma profissão, usam meios não muito seguros, recorrendo a mitos e ideologias que inicialmente, os tranquilizam e diminuem as suas ansiedades, mas não são verdadeiras saídas.

Existe uma variedade de modelos teóricos e modalidades de intervenção em Orientação Profissional (OP). Esta área tem-se mostrado em constante evolução, passando de uma orientação apoiada em testes psicométricos, para uma abordagem que tenta acompanhar as mudanças de paradigmas e a mudança radical do mundo do trabalho, que valoriza os processos de aprendizagem envolvidos na escolha profissional.

Neste contexto, um grande avanço no trabalho de Orientação Profissional é a organização de grupos de jovens, pois este favorece a discussão entre pares, aspecto tão importante nesta etapa de vida. O olhar crítico de si mesmo e do outro, pode abrir discussões ricas favorecendo o posicionamentos com suas implicações na construções de si e na visão da sociedade.

O modelo que favorece o conhecimento das várias possibilidades, associado a discussão em grupo e que considera o indivíduo como o único responsável pela escolha profissional é aquele que tem maiores chances de ajudar os jovens. O trabalho deve proporcionar os questionamentos dos jovens, e trabalha-los sob uma perspectiva da psicologia clínica, considerando o entroncamento entre a sua vida e o momento de escolher sua carreira profissional, com a problemática específica do ato de escolher.

O trabalho de Orientação Profissional deve: a) compreender a estrutura de personalidade de cada jovem em particular, considerando a crise de identidade da adolescência; b) conversar sobre seu histórico escolar e familiar; c) trabalhar a identidade vocacional e a maturidade para escolher.

Este processo, quando bem conduzido por um profissional, pode ter boas chances de ajudar o jovem a enfrentar este tradicional e desafiador dilema. 

Fobia Social de Criança Pode ser Herdada dos Pais

Por Penny Stern

Fonte: boasaude

NOVA YORK (Reuters Health) - Quando crianças têm fobia social - uma forma extrema de timidez e ansiedade que interfere na vida diária -, pode ser útil analisar seus pais para descobrir o porquê.

De acordo com uma equipe internacional de pesquisadores, certos estilos de criação, somados aos próprios problemas psicológicos dos pais, podem criar a base para a fobia social da criança.

Roselind Lieb, do Instituto de Psiquiatria Max Planck, em Munique, Alemanha, e sua equipe alemã e norte-americana analisaram dados de 1.000 adolescentes entre 14 e 17 anos e realizaram entrevistas com um dos pais de cada criança.

Os pesquisadores descobriram que um pai ou uma mãe com fobia social ou outros distúrbios psicológicos, assim como certos comportamentos na criação dos filhos como superproteção e rejeição, parecem contribuir para o desenvolvimento de fobia social em seus filhos.

A fobia social, ou ansiedade social, é um problema disseminado, que afeta cerca de 15 milhões de pessoas. Normalmente, pessoas com o problema sofrem de uma ansiedade que incapacita socialmente e se sentem muito vulneráveis à atenção de outros.

Lieb explicou à Reuters Health que a fobia social "produz enfraquecimento no funcionamento social e ocupacional, mesmo em pessoas jovens, (e) que, normalmente, ela está associada a outras condições clínicas como depressão e uso/abuso de substâncias".

"A associação da fobia social entre pais e filhos nunca foi estudada em uma amostra de comunidade e fiquei surpresa com a descoberta de associações tão fortes nesta amostra", disse.

Lieb sugere aos pais preocupados com a possibilidade de suas ansiedades sociais terem um impacto negativo em seus filhos, que eles procurem "tratamento para sua própria fobia social".

Ela disse que isso pode ajudar a prevenir a fobia social em crianças, reduzindo o comportamento fóbico social dos pais que pode ser "aprendido" por seus filhos.

Os pais "devem ser alertados para a possibilidade de que seus filhos também podem ter fobia social - normalmente ela não é detectada em crianças", acrescentou a pesquisadora.

O médico pode ajudar as famílias a encontrar informações sobre o assunto e, possivelmente, tratamento.

Divã da Globo: Psicóloga analisa caso da mãe que abandonou o filho com Síndrome de Down

Confira no link abaixo entrevista da psicóloga Cláudia Ferreira, especialista em infância, para a Rádio Globo.

http://radioglobo.globoradio.globo.com/manha-da-globo-bh/2015/02/09/DIVA-DA-GLOBO-PSICOLOGA-ANALISA-CASO-DA-MAE-QUE-ABANDONOU-O-FILHO-COM-SINDROME-DE-DOW.htm

 

Aprender ou não aprender?

Artigo de Mustafá Ali Kanso 

Fonte: Hypescience

 

Devido, principalmente ao caráter multidisciplinar de sua formação acadêmica, Lev Semyonovitch Vigotsky (1896-1934) enfocou em seus estudos o desenvolvimento da espécie humana e do indivíduo como resultado de um processo sócio-histórico, numa concepção integrada de conhecimentos.

As origens do pensamento abstrato e da vida consciente estavam fundamentadas na interação do indivíduo com o grupo social, e nas características histórico-sociais da espécie humana, denominando sua teoria, por esta razão, de “Teoria Histórico-Cultural”.

Segundo a Teoria de Vigotsky, deve-se analisar no mundo interior dos indivíduos o reflexo do mundo exterior, a partir da interação entre sujeito e a sociedade. O ponto de partida de toda a transformação que ocorre no indivíduo, no curso de seu desenvolvimento, reside na Sociedade, no domínio de seus aspectos culturais e históricos.

O entendimento da relação entre desenvolvimento e aprendizagem, apoia-se na necessária compreensão do conceito de zona de desenvolvimento proximal.

Quando o sucesso na realização de determinada tarefa depender do auxílio de outro, o aprendiz está revelando o seu nível de desenvolvimento proximal ou potencial, que já apresenta aspectos parcialmente desenvolvidos de intuições, noções e conceitos.

A Psicologia busca, de forma geral, avaliar o nível de desenvolvimento real do indivíduo, ou seja, aquele que caracteriza a possibilidade de uma atuação autônoma e independente. Um bom exemplo desta abordagem está na análise dos testes que objetivam a mensuração em escalas, do nível de desenvolvimento do indivíduo. São testes que simplesmente consideram os erros e acertos em um determinado contingente de questões, sem considerar o processo empregado para se obter o resultado de cada questão.

Esta característica, também é encontrada, na maioria dos instrumentos de avaliação, sejam das escolas públicas ou particulares. Esses instrumentos consideram, amiúde, apenas o produto final do processo e não o caminho utilizado. Não se considera, que boa parte dos erros, simplesmente não ocorreria, caso o estudante, pudesse contar com a mediação do professor, ou com o auxílio de colegas mais experientes.

Não se deve restringir a determinação do nível de desenvolvimento mental de um aprendiz, simplesmente mensurando o que consegue produzir de forma autônoma; é importante conhecer também, suas potencialidades, ou seja, todo o êxito capaz de alcançar com a mediação e/ou auxílio de um tutor.

Além disso, é importante conhecer qual foi o processo mental realizado para se alcançar uma determinada resposta. Uma resposta correta nem sempre caracteriza uma operação mental bem realizada. Por outro lado, uma resposta errada nem sempre significa total desconhecimento.

Assim, quando se conhece o processo, é possível intervir, valendo-se de provocações e/ou estímulos, ou então, simplesmente oferecer um apoio em determinada etapa do processo, de forma a trabalhar e desenvolver funções que ainda não estejam de todo consolidadas.

Quando um educador trabalha essas funções por meio de experiências de aprendizagem compartilhadas, está atuando na zona de desenvolvimento proximal, que é caracterizada pela distância existente entre o nível de desenvolvimento real e o nível de desenvolvimento potencial do educando.

Tal constatação destaca a importância das trocas interpessoais na constituição do conhecimento.

As principais implicações desse conceito para a prática pedagógica passam, não só, pela valorização do processo em si, mas também por uma determinante reavaliação do papel do professor.

Na valorização do processo, a linguagem é enfocada numa dimensão que extrapola o simples papel de instrumento de comunicação. A linguagem possibilita a formulação dos conceitos e, portanto, instrumentalisa a abstração e generalização da realidade, por intermédio de complexas atividades mentais.

Para realizar a construção dos conceitos, todas as funções intelectuais básicas, embora indispensáveis, são insuficientes sem o uso da palavra, pela qual são controladas e conduzidas as operações mentais.

A palavra designa o objeto, além de abstrai-lo e generaliza-lo em suas características; aliás, é essa generalização que liberta a comunicação dos limites da experiência concreta.

Além disso, observa-se a evolução do significado da palavra ao longo do desenvolvimento do sujeito, à medida que integra novos sentidos e novas conotações. Se, a princípio, o sujeito estabelece conceitos a partir de uma relação direta com a realidade, paulatinamente, procede ao destaque de determinados atributos do objeto, tendo como meta-abstrações e generalizações cada vez mais complexas.

A linguagem como instrumento de pensamento, tem sua importância demonstrada em sua função planejadora da fala.

Observa-se a introdução de mudanças qualitativas na cognição, reestruturando funções psicológicas, como a memória, a atenção voluntária, a formação de conceitos e interferindo diretamente na construção do conhecimento.

A priori o conhecimento se constrói de forma intersubjetiva (entre pessoas) e a posteriori de forma intrassubjetiva (no interior do sujeito).

Se no princípio, o uso da linguagem se dá difusamente, gradativamente o sujeito passará a estabelecer elos entre essa ação difusa e a ação organizada do ser que interage.

Um adulto ao cuidar de um bebê, além de lhe proporcionar os necessários cuidados físicos, estabelece imagens, ideias ou expectativas que o introduzem no mundo simbólico da cultura.

Dessa interação com os componentes de seu grupo social, o indivíduo vai construindo seu próprio sistema de significados.

A construção de novos modos de ação depende da constituição orgânica do indivíduo e das oportunidades de ação e interação oferecidas pelo ambiente. Gradativamente o sujeito vai construindo significados, conhecimentos, valores, por meio de um diálogo consigo mesmo, com o outro e com o mundo, caracterizando o “significado” como resultado da transição entre pensamento e palavra.

Portanto, segundo a Teoria de Vigotsky a linguagem é considerada o sistema simbólico básico de todos os grupos humanos, atuando como a principal mediadora entre o sujeito e o objeto do conhecimento.

O professor e sua voz - Inimigos e aliados

Fga Marisa S Viana Jesus e Fga Claudia Ligocki

 A voz está presente na risada, no choro, no canto e na fala.  Pode ser melodiosa ou dissonante, pode ser rouca, fina, grossa, pode combinar ou descombinar com determinada pessoa. Pode transmitir o “não dito”, a voz não mente.   O som da voz tem a dupla função de informar conteúdo e também, sentimentos. De modo particular para o professor, a voz ensina, controla os alunos, mostra atenção e carinho e é o principal recurso de transmissão do conteúdo de aula.

Entretanto, para alguns, esta voz pode não corresponder às exigências do ofício. É muito frequente que os professores tenham problemas de voz. Isto ocorre porque os professores usam a voz constantemente e, assim como os atletas usam os músculos do corpo, no caso, os músculos das pregas vocais. Contudo, ao contrário dos esportistas que se submetem a treinos específicos e desenvolvem um preparo físico suficiente geralmente para resistir ao desgaste de sua profissão, é raro que um professor tenha tido a oportunidade de desenvolver sua voz para comunicação em sala de aula. Além disso, a voz para ser efetiva tem que contar com a ajuda de condições ambientais que favoreçam sua projeção e, muitas vezes, isso não acontece nas escolas.

Alguns cuidados podem auxiliar nesta empreitada de ter boa voz, mesmo sendo professor. Perceber desvios vocais e procurar minimizar o desgaste é um dos primeiros passos para preservar o bem-estar vocal. Dosar o tempo de fala, o tom (fino ou grosso),o volume da voz (fraco ou forte), intervalos de repouso de fala, hidratação e competição com outros ruídos (conversas na classe e barulhos externos) são algumas estratégias a serem utilizadas no dia-a-dia.

Esta voz pode estar comprometida por causa de alguns aspectos. Falar demais quando se está doente, cansado, após uma noite mal dormida, com gripes ou resfriados, em ambientes inóspitos e quando se está muito estressado são alguns inimigos da voz. Evidentemente, o fumo e o álcool são reconhecidamente prejudiciais à saúde como um todo e de modo particular constituem o maior risco vocal.

Se deseja manter sua voz saudável, observe as seguintes dicas: desenvolva uma escuta diferenciada, prestando atenção em sua voz e na voz dos outros, procure reduzir a força com que você fala, melhore suas condições físicas, respeite seus horários de alimentação e descanso e veja se há possibilidades de introduzir melhorias em seu ambiente físico de trabalho. Lembre-se de que manter o corpo hidratado, tomando goles de água durante as aulas é um recurso fácil, simples e bastante efetivo para reduzir o atrito entre as pregas vocais.

Caso já observe voz cansada ou com rouquidão, fale mais devagar, use a voz mais baixa, desenvolva atividades com os alunos que exijam menos de sua voz.

Não espere que digam a você que sua voz não está boa. Posicione-se, escute sua própria voz e mobilize-se para que ela seja agradável a você e aos outros. Seja você o primeiro amigo de sua voz.

 

O que fazer diante desta fala?

FGA. Dra. Marisa de Sousa Viana Jesus

 Crefono6- 1415

“Você percebeu o que está acontecendo com ela? Ela está falando muito diferente. Não sei se está brava, insegura, com raiva da irmã, sei lá, só sei que isto não está normal” insistia meu marido. Enquanto estas palavras ecoavam dentro de mim, meus ouvidos fingiam não escutar. Minha resistência se fundamentava no medo de não saber como agir diante de repetições de sílabas, bloqueios, prolongamentos e atropelos que se fizeram presentes na fala de minha filha de cinco anos. Sabia que existia a chamada disfluência ou gagueira fisiológica, mas até então ela existia somente nos meus livros. Deparar-me com esta teoria na fala da minha filha me fragilizou. Minha florzinha era muito comunicativa, inteligente e espontânea, mas como lidar com este impedimento de expressão, como lidar com tanta prisão?

Este mar de emoções vivido por mim, mãe e fonoaudióloga, repete-se frequentemente na mente das mães de crianças com idade entre 3 e 6 anos, quando se observa algo que pode ser fisiológico e passageiro, se bem conduzido, ou... ser a ponta de um iceberg de uma gagueira crônica, que perdura por vários anos.

Este episódio me encaminhou para um estudo aprofundado na área da Gagueira, o que me fez ver que muito se pode fazer para minimizar e melhor lidar com esta alteração na fala.  Estudos científicos têm desmistificado muitas crenças sobre a gagueira, tais como: que o gago gagueja porque fica nervoso ou ansioso, que ele pode ter controle sobre sua gagueira, que ele pensa mais rápido do que fala e que ele aprendeu a falar assim por tentar imitar alguém.

As pesquisas mostram que a gagueira tem um componente forte de hereditariedade e é um comprometimento neurobiológico, devido a um funcionamento anômalo de parte do cérebro responsável pela automatização da fala espontânea (e nãopela f ala automatizada como ocorre na música, em que geralmente, não se gagueja). Também podem ser observados resultados favoráveis quando se usam técnicas para controle consciente da fluência da fala. O fonoaudiólogo, fundamentado em teorias da fala, orienta o trabalho voltado para minimizar a gagueira utilizando técnicas relativas a prosódia, velocidade, articulação, respiração, dentre outras, com o objetivo de identificar, dessensibilizar e modificar o padrão de fala.

Como, “depois da tempestade vem a bonança”, termino desafiando os leitores que se identificaram com o que foi dito, como familiar, ou como aquele que vive tentando driblar sua gagueira, a se posicionar no sentido de fazer algo para minimizar este incômodo. Para isso, deve-se ampliar a visão para enxergar a criança e sua própria vida sob outros prismas, valorizando mais o que se tem a dizer do que a forma como se diz. Também é preciso buscar a ajuda de um fonoaudiólogo. Este pode orientar os pais e familiares e conduzir o paciente a uma fala  mais natural, com maior liberdade para se expressar, facilitando para que ele possa se ver para além da gagueira.

Turma de tutores Cogmed

No último dia 31 de janeiro, a psicóloga Cláudia Ferreira integrante do Núcleo Persona, participou da formação de mais uma turma de tutores Cogmed, para treinamento de memória de trabalho, em Belo Horizonte, com a equipe do Espaço Integrar. Confira!

 

Na mídia!

Confira a entrevista da psicóloga Thaís Moraes, integrante do Núcleo Persona, sobre Terapia Cognitiva, no programa De Tudo um Pouco, pela Rede Super!

Curso de formação de tutores em Cogmed

A psicóloga Cláudia Ferreira, integrante da equipe do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, participou na última semana do curso de formação de tutores em Cogmed. O evento foi realizado pela Projecto, na cidade de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul e contou com a presença de especialistas de todo o país. Confira!

Insônia infantil é normal ou merece mais atenção?

Dormir. Repousar. Recuperar energias. Crescer. E quando isso não acontece de forma adequada com a gente? Ou pior... E quando isso não acontece de forma esperada com nossos filhos?

Não há como negar que um dia ruim começa mesmo por uma noite mal dormida. E a insônia, que é uma situação que pode afetar tanto adultos quanto crianças, pode ser tanto o demorar para adormecer quanto ter o sono interrompido por qualquer razão, com dificuldade de adormecer novamente. 

 

Quando falamos em crianças, cada idade pode ter algum fator que interfere no sono de uma criança: desde as cólicas, os gases e o refluxo ácido de bebês; além dos quadros febris, questões emocionais (nascimento de um irmãozinho, entrada na escola), ansiedade, depressão, falta de rotina, mudança no dia a dia (em uma viagem, por exemplo). 

O pediatra é um profissional que acompanha a saúde da criança e suas alterações. E qualquer mudança sempre deve ser comunicada a ele, até para que ele possa utilizar as informações para uma melhor orientação dos pais e da família. Muitos mitos não são esclarecidos por serem de "conhecimento público" e os pais, imaginando que são situações corriqueiras, não informam o pediatra. 

 É como os pais acharem, por exemplo, que para fazer a criança dormir melhor à noite, é importante cansá-la bem durante o dia e assim, antes de ela ir dormir, é bom que ela corra bastante. E se essas são situações que se não forem discutidas com o pediatra podem se perpetuar e causar transtornos importantes no sono da criança.

Mas quando a insônia merece atenção especial?

As situações mais importantes são as que estão relacionadas a transtornos ou mudanças da rotina da criança. Falta de atenção, muita irritabilidade, apneias de sono, falta ou excesso de apetite, cansaço excessivo estão entre as questões que merecem uma atenção mais especial. 

Uma falta de rotina na hora de dormir pode fazer com que crianças que já frequentam escolinha (ou escola) durmam muito tarde, acordem muito tarde e não tenham tempo de tomar café ou de almoçar em um prazo adequado. Assim, a queixa que traz essas crianças ao pediatra é: "Meu filho não come", quando na verdade deveria ser "Meu filho não dorme".

Estudos mostram que crianças com TV no quarto têm mais dificuldade em adormecer. Assim, não é interessante que crianças tenham equipamentos que possam distrair sua atenção no quarto de dormir, como TV, DVD, computadores, videogames... Há que se ter uma recomendação quanto ao tempo gasto com esse tipo de atividade diariamente, recomendada para um máximo de 2 horas ao dia (somando tudo). 

Até os 3 anos de idade, em média, a soneca do dia é fundamental para o sono noturno adequado das crianças durante a noite. Mas é importante ter atenção para que essas sonecas não ocorram após as 16 horas. Isso pode fazer com que a criança possa não ter sono em um horário adequado. 

Buscando soluções

Para começar a tentar resolver a insônia, o ideal é impor uma rotina, é tudo o que uma criança precisa. Respeitar seu ritmo, principalmente. Se quando mudamos para o horário de verão, uma hora mais cedo ou mais tarde já faz uma diferença enorme para nós, imagine para uma criança. 

Questões como jantar não muito pesado, evitando-se café, chás escuros e refrigerantes tipo cola - que na realidade devem ser evitados mesmo sem essa questão do sono, não é? O leite, pela presença de triptofano, favorece o sono também. 

Um banho morno, uma diminuição de ritmo, um ambiente favorável, acolhedor, pouca luz, pouco barulho, uma historinha contada pelos pais... Tudo isso pode fazer milagres nessa hora. E se nada disso resolver, conversar com o pediatra sobre isso é o caminho a seguir. 

FONTE: MinhaVida.com.br

É certo incentivar o namoro na infância?

Para as crianças, o “namorado” não é nada mais do que um grande amigo, por quem se tem apreço e consideração. A relação mais séria, porém, não deve ser estimulada

Quando o adolescente resolve contar que está namorando nem sempre a resposta dos pais é positiva. Imagina na infância, então. Mil e uma fantasias passam pela cabeça dos adultos, como se a criança realmente estivesse vivendo uma relação de intimidade com algum amiguinho da escola. Porém, os especialistas garantem: não há motivo para se preocupar tanto assim.

Isso porque, na cabeça da criança, o conceito de namoro é muito distorcido quando comparado à ideia original, que tanto assusta os pais. Na infância, o ato de namorar funciona como uma grande amizade, relação em que as crianças se gostam e apreciam a companhia uma da outra.

O namoro na infância não quer dizer, necessariamente, que elas compartilham beijinhos pelo pátio da escola. A criança não sabe o que é um namoro. Cabe aos pais, portanto, perguntarem o que a criança entende daquilo, antes de existir a preocupação. Se é só uma amizade inocente, tudo bem, é normal. Se ela falar de atos de intimidade, aí sim é preciso se preocupar.

Em uma situação como essa, é preciso explicar que esse tipo de relacionamento é inadequado para crianças. O melhor caminho é enfatizar a importância da amizade e não estimular que a relação continue. 

 

Conversa sincera

Assim que a criança revelar a existência de um “namoradinho”, os pais devem ficar atentos e tentar entender essa situação. É fundamental não ignorar a revelação e explicar aos pequenos as diferenças entre ter um amigo e ter um namorado.

Os pais precisam diferenciar as relações, porque senão a criança se confunde e não aprende o verdadeiro conceito de namoro. Tudo deve ser explicado de acordo com a maturidade dela para que não seja um ensinamento precoce. Outro caminho é lembrar que meninos e meninas podem se relacionar como amigos, sem precisar chamar isso de um namoro.

Antes de proibir a criança de se relacionar com o namorado em questão, é fundamental manter a calma e ter uma conversa clara com o filho. A punição não ensina nada. A criança pode não saber o que fazer numa situação dessas. Namoro é um processo sentimental, muito característico, e as crianças não entendem isso. Os pais devem ajudá-las a perceber as diferenças de cada relação, e nunca punir ou proibir.

Carinho

 

Quando o pequeno Matheus, de quatro anos, disse que estava namorando, a primeira reação de Claudia Larini de Oliveira foi achar que o filho se referia a algum amigo imaginário. A família resolveu, então, questioná-lo melhor sobre isso: quem era essa pessoa, onde estudava, quantos anos tinha. Para surpresa da família, Matheus estava falando a verdade e a recíproca era verdadeira. Isadora, também de quatro anos, estudava na mesma sala que o menino e era a tal namorada mencionada por ele.

“Achei muita graça da situação toda, mas não ri na frente do meu filho e fiz uma série de perguntas sérias para ele. Depois, entrei em contato com a escola e também com a mãe da menina, para entender melhor o que estava acontecendo. Me disseram que eles tinham um carinho grande um pelo outro, que brincavam juntos e se defendiam. Ao falar com a mãe da Isadora, descobri que ela também falava do Matheus em casa e que o sentimento entre as crianças era recíproco”, conta Claudia.

Nenhuma das famílias achou o “namorico” impróprio para a idade das crianças. Segundo Claudia, ficou claro que o que existe entre Matheus e Isadora é uma grande amizade, nada além disso. Claudia e Carol, mãe de Isadora, fazem questão de acompanhar de perto o relacionamento das crianças para garantir que vivam tudo aquilo que é adequado à faixa etária.

Namoro é só uma nomenclatura. Nunca proibimos essa amizade deles, pelo contrário. Sempre ressaltei para o Matheus que ele deve cuidar da Isadora, não por serem namorados, e sim porque amigos se cuidam. É uma relação bonita, tranquila e saudável. E é assim que eu quero que meu filho enxergue um namoro no futuro, com carinho e respeito”, confessa Claudia.

FONTE: Delas.com.br

Entenda porque algumas crianças demoram para começar a falar

Sabemos que o desenvolvimento global de uma criança depende tanto de fatores biológicos como ambientais, que vão determinar seu aprendizado e, consequentemente, quando a criança vai ensaiar as primeiras palavras. Os fatores biológicos englobam as condições físicas, o estado de saúde e as funções intelectuais, que podem ser separados dessa forma:

  • Condições físicas: formação corpórea do indivíduo
  • Saúde: perfeito funcionamento do organismo
  • Funções intelectuais: representada pela capacidade de perceber, memorizar, discriminar e captar significado.

Já os fatores ambientais englobam as condições emocionais, modelos verbais e experiências. Pode ser classificado assim:                          

  • Condições emocionais: situações distensas e segurança afetiva
  • Modelos verbais: linguagem usada no meio ambiente
  • Experiências: situações vivenciais proporcionadas pelo ambiente.

A audição é o processo inicial para a aquisição de uma língua - é por meio dela que a criança tem o primeiro contato com os sons que os seus pais produzem, aprendendo que eles existem, tendo um feedback das suas próprias produções e selecionando-os. Então, se acontece alguma falha processo de ouvir, esse fato pode levar o indivíduo a falar, ler ou escrever inadequadamente. A audição é, então, uma função sensorial que nos permite receber e reagir diante de sons ou, ainda, é o sentido por meio do qual se percebem os sons.

Para que o indivíduo receba e analise os sons, ele possui em seu organismo um conjunto de estruturas denominado sistema auditivo. Dele fazem parte o órgão sensorial, as vias auditivas do sistema nervoso e as estruturas cerebrais, que participam na recepção, análise e interpretação das informações recebidas via audição. Todas essas análises e interpretações fazem parte do processamento auditivo, que se refere à série de processos que se sucedem no tempo e que permitem que um indivíduo realize análises acústicas e metacognitivas dos sons (PEREIRA e CAVADAS, 1998).

Enquanto o sistema auditivo periférico recebe e analisa os estímulos auditivos do meio ambiente, o sistema auditivo central e o cérebro analisam as representações internas desses estímulos acústicos e uma resposta é programada pelo indivíduo. Sendo assim, os processos auditivos centrais são os mecanismos e processos do sistema auditivo responsáveis pela localização e lateralização do som, discriminação auditiva, reconhecimento de padrões auditivos, aspectos temporais da audição (resolução, mascaramento, integração e ordenação temporal), performance auditiva com sinais acústicos competitivos e performance auditiva com sinais acústicos degradados (PEREIRA e CAVADAS,1998).

Desta forma, "o processamento auditivo é um conjunto de habilidades específicas das quais o indivíduo depende para interpretar o que ouve. Tais habilidades são mediadas pelos centros auditivos localizados no tronco encefálico e no cérebro" (ALVAREZ et al., 2000), e podem ser dividas em:      

  • Atenção: é a capacidade de selecionar estímulos, isto é, focar-se em um determinado estímulo sonoro em meio a outros sons competitivos auditivos e visuais, sendo imprescindível para a seleção de determinados estímulos em detrimento de outros
  • Detecção: é a identificação da presença do som, demonstrando a capacidade de acuidade auditiva.

Todos esses fatores devem ser analisados para entender porque uma criança está demorando para começar a falar, ou tem problemas com a fala. Observar esses pontos pode ajudar os pais a diagnosticar possíveis problemas precocemente, buscando tratamento adequado.                             

  • Sensação sonora: é o recebimento do estímulo sonoro via audição, sendo a partir desta que se percebe se um som é alto ou baixo, grosso ou fino, forte ou fraco, longo ou curto (intensidade, frequência, duração)
  • Discriminação: está relacionada à capacidade de distinguir as características que diferenciam os sons da fala
  • Localização sonora: é a capacidade de identificar o local de origem do som
  • Memória auditiva: se refere à habilidade de associar o estímulo sonoro a outras informações já armazenadas de acordo com as regras da língua, refletindo na capacidade de receber, analisar e dar significado aos fragmentos de informação auditiva
  • Figura/fundo: habilidade de identificar corretamente um evento sonoro previamente conhecido, sendo um processo totalmente aprendido
  • Análise/síntese: permite a integração de informações auditivas com informações de outras entradas sensoriais e a utilização da informação de maneira rápida e eficiente.

FONTE: MinhaVida.com.br

TDAH na volta as aulas

Texto elaborado por: Cláudia Ferreira

 

Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade ou Trabalhando Direito a Atenção e Hiperatividade? Só depende de você. Isso mesmo, tudo depende do foco que você vai querer dar para os sintomas de TDAH do seu filho.

Daqui a pouco seus filhos já vão voltar para a escola. Você pode se sentir um pouco aliviado, mas não se sinta culpado. O fato é que por mais que seus filhos reclamem de voltarem às aulas e estudarem eles também estão com saudade de rever os amigos e conviver com eles diariamente.

Crianças com Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade podem parecer mais difíceis de retomar o rotina mas não se intimide, você pode ajudar preparando-as para começar a voltar para a escola com a atitude certa. É melhor falar com elas individualmente para ter certeza de que estão envolvidas na conversa.

As dicas a seguir se aplicam a estudantes de todas as idades, até mesmo aqueles que vão para a faculdade.

  1. Escolha um momento em que seu filho pareça aberto e disposto a falar com você, sem distrações. Talvez uma boa escolha seja no carro. Pergunte sobre as expectativas dele para o próximo ano e exponha as suas. Essa conversa vai ajudar a definir o rumo para todo o ano letivo que se inicia e pode lhe dar pistas valiosas sobre possíveis problemas futuros.
  2. Fale com ele sobre objetivos que ele tem. Provavelmente ele não terá nenhum. Esta é uma grande oportunidade de ajudá-lo a definir metas realistas. Lembre-se de que, se ele não tem um roteiro de como ele vai "estudar", suas chances de se dar bem não serão tão bom. Planeje sempre sequência de pequenos passos.
  3. Fale sobre como você está disposto a ajudá-lo em seus trabalhos escolares. Este também é um bom momento para dizer-lhe até aonde você vai ou não ajudá-lo. Ao estabelecer esses limites antes do início do ano letivo, você vai mostrar que ficar na escola é o trabalho dele, não seu.
  4. Organize um bom lugar para o seu filho estudar. Se ele tiver um lugar especial para fazer seu trabalho, ele ficará mais focado e motivado.
  5. Discuta com o seu filho quais são as regras mais adequadas para que ele aprenda bem. À que hora do dia você vai exigir que ele faça sua lição de casa? Ele costuma procrastinar? Será que ele tem uma boa disciplina? Às vezes, é melhor que as crianças façam o para casa assim que chegam da escola por ainda estarem no “modo escola”. Já outras precisam de descontrair um pouco para depois retomarem os afazeres da escola.
  6. Incentive seu filho a se envolver em atividade física após a escola já que ele ficou sentado durante um longo período na escola. Isso vai ajudá-lo a focar  mais facilmente no seu dever de casa.
  7. Pergunte a ele que preocupações ele tem para o próximo ano letivo. Ajude-o a vencer os fantasmas que estão em sua mente. Às vezes as crianças ficam ansiosas só de pensar a escola, especialmente se já tiveram problemas no passado, com é comum com quem tem TDAH. Se você perceber alguma perturbação mais séria, conte com a ajuda dos professores da escola ou considere buscar a ajuda de um profissional. Você não tem que resolver isto sozinho. Quanto mais cedo você ajudá-lo a compreender e lidar com seus problemas, mais fácil a vida escolar dele será no futuro.
  8. Fale com ele sobre seus professores. Explique para ele que é preciso ser flexível quando se tem novos professores, porque ele pode não gostar de alguns deles. Às vezes as crianças se recusam a trabalhar para um professor que não gosta, não percebendo que eles estão apenas prejudicando a si mesmos. Se o seu filho tiver problemas com um professor, recorra a ajuda do coordenador para mudar as coisas. A melhor abordagem é a de dizer a ele que você está percebendo uma dificuldade de relacionamento e que você gostaria de ajudar a tornar o trabalho do professor mais fácil, trabalhando com seu filho em casa. Os professores gostam de sentir que fezem parte de uma parceria com os pais.
  9. Certifique-se de que a criança entende as regras da escola e explique qualquer coisa que ele não entenda. Se o seu filho é o tipo que testa os limites, certifique-se de que ele entende as futuras conseqüências. E deixe claro para ele que você apoia as regras da escola e espera que ele faça o mesmo.
  10. Se o seu filho não tiver nenhuma atividade extra-curricular prevista para o ano, converse com ele sobre o que poderia interessá-lo. Faça-o entender que estas atividades são uma parte importante da experiência escolar.

O novo ano escolar pode ser um momento emocionante, mas também pode ser cheio de apreensão para os alunos. Deixar seu filho saber quais são suas expectativas, bem como o fato de que você estar lá para apoiá-lo com certeza ajudará aos dois a terem um ótimo começo de ano.

Na mídia!

Confira a entrevista da psicóloga Cláudia Ferreira, integrante do Núcleo Persona, sobre Tique Nervoso, para o  programa Revista BHNews!
 

Na mídia!

Não perca! A psicóloga Renata Nunes, integrante do Núcleo Persona, falando sobre o comportamento e as características da Mulher aos 40. A entrevista aconteceu hoje, para o programa Cheia de Graça, da TV Horizonte. Confira AQUI!

Você sofre com a ansiedade?

Sabia que é possível trocar o remédio pela reeducação mental, por meio da chamada terapia cognitiva?

A quantidade de pessoas ansiosas aumentou vertiginosamente nos últimos anos, e isso se reflete no consumo de medicamentos. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, somente em 2010, remédios à base de clonazepam venderam 10 milhões de unidades. Muitos chegam a afirmar que vivemos na "Era da Ansiedade", e que esse problema seria o "mal do século". Apesar de todas as facilidades tecnológicas que a sociedade atual nos oferece, as relações interpessoais passaram a ser menos estáveis e previsíveis.

Uma opção para quem quer fugir dos medicamentos é a terapia cognitiva, que nada mais é do que uma forma de psicoterapia baseada no modelo cognitivo para tratar os transtornos de ansiedade. Ou seja, trabalha os pensamentos que geram emoções e influenciam nossos comportamentos nas diversas situações que vivemos no dia a dia. A psicóloga Thaís Moraes, do Núcleo Persona, explica que a técnica envolve um conjunto de métodos e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudar os padrões de pensamentos disfuncionais – aqueles associados ao sofrimento e prejuízos. "Quase sempre erros de pensamentos estão por trás do sofrimento humano. A cognição desempenha um importante papel na nossa vida, pois são as interpretações e pensamentos que fazemos que vão determinar nossas respostas emocionais e comportamentais", diz a especialista.

De acordo com a psicóloga, o ponto central para a experiência de ansiedade não é uma determinada situação, mas o pensamento de ameaça ou perigo. "Nem todos sentem ansiedade ao pegar um avião. Mas, indivíduos que pensam que andar de avião é perigoso, com certeza experimentarão esse sentimento. A emoção decorre de um pensamento de ameaça ou perigo a situações que outros poderiam processar como neutros. Desta forma, através das técnicas cognitivas e comportamentais o paciente aprende sobre os processos mentais relevantes na construção de pensamentos e reeduca sua mente, desenvolvendo formas de pensar mais saudáveis", explica.

Como mostra Thaís Moraes, a ansiedade pode ser vista, ao memso tempo, como algo normal, saudável ou como um transtorno clínico, passível de intervenções. "Ela é normal até o momento em que nos ajuda, ou seja, o próprio medo diante de situações claras e evidentes de ameaça ou perigo nos protege. Mas passa a ser patológico quando considerada como uma resposta inadequada a um determinado estímulo ou expectativa de perigo, sem que uma ameaça real seja identificada. Além disso, é preciso considerar o nível de sofrimento e prejuízos na vida de um modo geral".

Ela alerta que vários são os prejuízos dos transtornos de ansiedade na vida de uma pessoa. "A ansiedade afeta a qualidade de vida, pode desencadear uma depressão, desequilibrar a saúde física e prejudicar as relações interpessoais. Por isso, buscar a ajuda de um especialista é fundamental".

FONTE: Sites.uai.com.br

Na mídia!

TERAPIA COGNITIVA

Hoje, a psicóloga Thaís Moraes, integrante do Núcleo Persona, explica o que é a Terapia Cognitiva e seus benefícios para o tratamento e controle da ansiedade no Jornal Notícias de Minas, pela Rede TV, a partir das 18h.

Amanhã, a especialista fala sobre o mesmo assunto no programa De Tudo um Pouco, pela Rede Super, a partir das 10h da manhã.

Não perca!

Viagem de criança com TDAH

Viagem de adulto com TDAH

Ficou de recuperação ou foi reprovado? Veja dicas para pais e filhos lidarem com a situação

Especialistas afirmam que atitude acolhedora é mais eficiente. Veja um modelo de plano de estudo para ser colocado em prática pelos alunos que pegaram recuperação

Com a Copa do Mundo no Brasil, o ano letivo se arrastou um pouco e algumas escolas encerram o calendário escolar nesta semana e início da próxima. Para os alunos que não alcançaram a média de 60% ou 70% - a meta varia de escola para escola - a recuperação é uma segunda chance para mostrar que o conteúdo foi apreendido. Professor de matemática e coordenador geral do Amplus Cursos e Concursos, Aender Pereira reforça a importância de se elaborar um plano de estudo para otimizar o tempo. “A recuperação é uma oportunidade para o estudante mostrar que tem conteúdo para avançar para as séries seguintes”, afirma.

Ao longo do ano, a principal dica de Aeender Pereira para evitar a recuperação é não deixar as dúvidas acumularem. Se o aluno precisou viajar ou teve um problema de saúde, a ajuda de um professor particular para explicar o que não foi compreendido é uma opção a ser considerada.

APOIO DOS PAIS
‘Eu te avisei’ e observações similares devem ser evitadas pelos pais independentemente do motivo que levou o aluno à recuperação. Psicopedagoga do Núcleo Persona, Luciana Ramos explica que o sentimento de fracasso mexe com a autoestima da criança ou do adolescente não importa se teve esforço ou não. Ela aponta os motivos mais comuns das notas baixas: “Existem os que têm dificuldade de aprendizagem, aqueles que se esforçaram, foram bem acompanhados e mesmo assim não atingiram a média e casos de alunos que não se dedicaram”.

Para ela, nos dois primeiros casos, a atitude tem que ser de acolhimento da criança e do adolescente. “Precisa prevalecer o sentimento de que o aluno fez o melhor que pôde, que se esforçou. Os pais devem reconhecer o esforço, esse retorno é importante”, avalia. Nos casos em que faltou dedicação, a especialista sugere uma intervenção mais pontual. “O principal aprendizado deve ser que todo comportamento tem a sua consequência”, acredita. Luciana Ramos sugere que recordar situações que exemplifiquem a falta de compromisso com a escola é uma forma de ajudar na compreensão da relação ‘causa e efeito’.

No processo de recuperação, o mais recomendado é que os pais apoiem e ajudem seus filhos. “A recuperação é um direito que o aluno tem. Dessa forma ameaçar o filho (‘se for reprovado não vai viajar’) não cabe nesse momento”, reforça a psicopedagoga.

Para Luciana, a recuperação abre a possibilidade do diálogo, de pais e filhos analisarem juntos o que aconteceu, é um momento de se fazer combinados, mudar rotinas. “As famílias não podem fazer cobrança negativa ou chantagem emocional. Se o aluno for reprovado, que os pais tenham uma atitude concreta em relação ao resultado”.

REPROVAÇÃO
Luciana Ramos lembra que algumas situações de reprovação são importantes e têm seu lado positivo como, por exemplo, quando o aluno tem uma dificuldade pedagógica muito concreta ou está imaturo emocionalmente para acompanhar a turma. Nesse caso, a psicopedagoga ressalta a importância de pais e escola estarem afinados no discurso. 

Em alguns casos, mudar o aluno de escola após a reprovação deve ser uma opção a ser considerada. “Depende da personalidade, de como é o emocional da criança ou adolescente e de como o aluno lida com o fracasso no cotidiano. Não tem uma regra única, mas uma boa conversa com a coordenação pedagógica da escola pode ajudar na decisão”, defende. 

Aeender Pereira recomenda que os pais acompanhem o desempenho escolar dos filhos ao longo do ano para poderem agir quando a dificuldade aparece. “Antes de pensar em fracasso e punição, os pais podem se perguntar: ‘o que eu fiz para ajudar o meu filho antes que isso acontecesse’? Se o aluno não conseguir ser aprovado, é importante abraçar o resultado com humildade, aceitar e fazer melhor na próxima oportunidade”, observa. Para ele, arcar com as consequências de um desempenho escolar não satisfatório é um aprendizado para a vida profissional.

CONFIRA a reportagem completa no PORTAL UAI

TEMPO DE REFLEXÃO

Texto elaborado por: Cláudia Ferreira

Final de ano é sempre uma boa época para realizar um balanço sobre o ano que está terminando e pensar em como deseja que seja o ano que se segue. Pense e leve em conta os três planos de vida:

  • Plano físico: você não pode viver integralmente sem alimentação adequada, sem roupas confortáveis, sem abrigo seguro e trabalho/ocupação. O repouso e as diversões também são necessários para o seu bem-estar. Como foi até agora? Gostaria de mudar alguma coisa no futuro? Já pensou em como fazer essa modificação caso algo semelhante te ocorra novamente?
  • Plano mental: você precisa satisfazer a sua criatividade para viver plenamente; tem que ter livros e também tempo para apreciá-los; precisa de tempo para apreciar música e arte de qualidade; precisa de oportunidades e dinheiro para trabalhar e se relacionar com outras pessoas que tenham os mesmos interesses. Como foi até agora? Gostaria de mudar alguma coisa no futuro? Já pensou em como fazer essa modificação caso algo semelhante te ocorra novamente?
  • Plano espiritual: para viver integralmente você precisa de tempo para uma serena meditação, para a reflexão, para a oração, para um exame espiritual, para frequentar igrejas, conferências e para se relacionar com os outros. Como foi até agora? Gostaria de mudar alguma coisa no futuro? Já pensou em como fazer essa modificação caso algo semelhante te ocorra novamente?

Trabalhando esses planos, você estará se tornado uma pessoa mais próspera e prosperidade é um direito que todos temos e devemos almejar sempre. O uso adequado da mente é a solução para uma existência saudável, feliz, próspera e bem sucedida. O fracasso é, basicamente, resultado de pensamentos negativos.

É inútil sentir culpa e vergonha por causa de sua dificuldade em gerir seu tempo e com isso, por vezes comprometer o seu sucesso. Saiba que isso é diferente de ser ruim ou preguiçoso, como muitos pensam. As conexões em seu cérebro é que são a fonte dos seus problemas e não as suas vontades.

Depois dessa reflexão você pode concluir das duas uma: sou uma pessoa otimista ou sou uma pessoa pessimista.

Se você acredita que as vicissitudes são irremovíveis, que minam todas as suas atividades e que você é o único responsável por elas, você é um pessimista. Já os otimistas, sujeitos aos mesmos trancos deste mundo, encaram o infortúnio de maneira oposta.  Acreditam geralmente que um insucesso é apenas um contratempo passageiro, que as causas se restringem ao caso em questão. Em qual lado você se encaixa? E mais uma vez, está bom assim? Gostaria de mudar alguma coisa no futuro? Já pensou em como fazer essa modificação caso algo semelhante te corra novamente?

Lembre-se: o sucesso resulta de uma combinação de talento e desejo. Quando ocorre o insucesso, é porque está faltando talento ou vontade. Mas o insucesso também pode acontecer quando o talento e a vontade estiverem presentes em abundância, mas faltar otimismo.

Todo cuidado com a saúde é pouco, pois o pessimismo e o otimismo a afetam quase tão claramente quanto os fatores físicos. A saúde física não é uma questão exclusivamente determinada pelas condições do organismo, pelos hábitos de higiene e pela capacidade de evitar germes. Nossa saúde física é algo sobre o qual podemos ter muito mais controle se observarmos melhor nossos pensamentos e buscar torná-los mais assertivos e menos dramáticos.

 

Receba essas sugestões como pequenos presentes e seja feliz:

  • reserve um momento do dia para ficar só e refletir silenciosamente;
  • evite julgar as pessoas, pois o que te parece óbvio muitas vezes tem um explicação;
  • agradeça com humildade as simples dádivas oferecidas pela vida, como a beleza da natureza e tenha abertura para continuar recebendo-as;
  • deseje (em silêncio) o bem a todos com quem estiver;
  • observe sempre as escolhas que vai fazer e se pergunte: Quais serão as consequências dela para mim e para os outros?;
  • faça de seu "coração" seu conselheiro, pois ele é muito intuitivo;
  • procure aceitar as pessoas e os fatos como eles são;
  • evite pré-ocupar a sua cabeça com assuntos futuros: viva o presente;
  • acredite que você é capaz de fazer acontecer, mas antes é preciso de saber o que você quer;
  • saiba que, estando disponível para aceitar a incerteza, a solução virá do próprio problema;
  • faça uma lista de seus talentos únicos e do que adora fazer e os ponha em prática;
  • pergunte-se diariamente: "Como posso ser útil hoje?"
  • mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.

 

Como alcançar as notas e passar pelo período de recuperação?

Veja as dicas de uma especialista para superar este momento com tranquilidade e sucesso!

 

Final de ano nem sempre é momento de comemorar férias. Muitos alunos e pais passam por um período de tensão quando, ao pegar o boletim escolar, se deparam com algumas recuperações a fazer. Em alguns casos, já é um processo esperado, por falta de planejamento de estudo ao longo do ano, por dificuldades que foram vividas e que não foram trabalhadas nas etapas anteriores. Outras vezes é uma surpresa para os pais. “Este não deve ser um momento de cobrança dos pais para com os filhos, e sim uma ocasião de priorizar o estudo e de dedicação para as provas finais”, garante Luciana Tavares Ramos, psicopedagoga do Núcleo Persona, em Belo Horizonte.

“Em um primeiro momento é importante que os pais acompanhem de perto o processo de estudo do filho e dependendo da matéria e da dificuldade apresentada é fundamental buscar um acompanhamento escolar”, explica a psicopedagoga. Ela acrescenta que algumas matérias exigem um conhecimento a prioritário e estruturado. Além disso, o aluno muitas vezes não tem a base para estudar sozinho, por isso a aula particular sistemática ajudará o aluno a aprender a matéria da recuperação.

Veja as dicas da especialista para fazer uma boa prova de recuperação:

  • É importante mapear as dificuldades e lacunas no aprendizado da matéria;
  • Estruturar uma rotina diária de estudo;
  • Preferencialmente, investir em aula particular;
  • No dia da prova procurar dormir bem à noite;
  • Ficar tranquilo durante a realização da prova;

Momento de reflexão e avaliação

Luciana ressalta que este não é um momento de cobrança, mas que é importante que haja paralelamente ao processo de estudo, uma reflexão do processo vivido e que o aluno perceba que o resultado obtido é consequência de suas atitudes. “Independente do processo vivido pelo aluno durante o período escolar penso que é um direito fazer recuperação. Mas, não é ter acesso a essa nova oportunidade que fará com que haja um real aprendizado do vivido. Além disso, no período de recuperação os pais precisam ter uma postura firme com os filhos, que deverão ter foco total no estudo, sem espaços para saídas e nem festas, uso de celular e computador restrito”.

Ela completa que o aprendizado mais importante nesse processo é do aluno compreender e avaliar o processo vivido, compreendendo onde ocorreram as falhas ao longo do ano, para que possa avaliar seu comportamento. “É muito comum os alunos enrolarem o ano todo e estudar só para passar. Nesses casos não há um processo que contribui para o crescimento do aluno e no ano seguinte novamente haverá repetição do comportamento. É importante que os pais façam uma reflexão de como participaram do processo ao longo do ano para que haja também uma mudança de postura na relação com os filhos”, disse a especialista.

Conheça os benefícios da Terapia Cognitiva para o controle e tratamento da ansiedade

Esta forma de psicoterapia envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamento e redução da ansiedade

A quantidade de pessoas ansiosas aumentou vertiginosamente nos últimos anos. Muitos afirmam até que vivemos na “Era da Ansiedade”. Apesar de todas as facilidades tecnológicas que a sociedade atual nos oferece, as relações interpessoais passaram a ser menos estáveis e previsíveis. As famílias se desfazem mais facilmente, as pessoas estão vivendo mais isoladas e sozinhas. Além disso, aumentaram as expectativas em relação ao consumo tornando maiores as cobranças e as exigências, mais tempo se dedica ao trabalho e menos ao lazer e descanso. Tudo isso deixou as pessoas mais “frágeis”, o que aumentou a vivência da ansiedade.

Especialistas apostam na Terapia Cognitiva, que nada mais é do que uma forma de psicoterapia baseada no modelo cognitivo para tratar os transtornos de ansiedade. O modelo cognitivo afirma que são os pensamentos que geram emoções e influenciam comportamentos nas diversas situações de nossas vidas.  A psicóloga Thaís Moraes, integrante do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, explica que a Terapia Cognitiva envolve um conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de pensamentos disfuncionais, ou seja, aqueles associados ao sofrimento e prejuízos nas áreas da vida. ”Quase sempre erros de pensamentos” estão por trás do sofrimento humano. “A nossa cognição, desempenha um importante papel na nossa vida, pois são as nossas interpretações, nossos pensamentos que vão determinar as nossas respostas emocionais e comportamentais”.

De acordo com a especialista, “O ponto central para a experiência de ansiedade não é uma determinada situação, mas o pensamento de ameaça ou perigoso. Por isso nem todo mundo sente ansiedade ao pegar um avião. Mas, indivíduos que pensam “andar de avião é perigoso” com certeza experimentarão ansiedade. A emoção decorre de um pensamento de ameaça ou perigo a situações que outros poderiam processar como neutros.” Desta forma, através das técnicas cognitivas e comportamentais o paciente aprende sobre os processos mentais relevantes na construção de pensamentos e reeduca sua mente, desenvolvendo formas de pensar mais saudáveis. Aprende, inclusive, porque pensar “positivo” nem sempre funciona!

Ansiedade: normal ou patológico?

A especialista ressalta que a ansiedade pode ser vista como algo normal, saudável ou como um transtorno clínico, passível de intervenções. “Ela é normal até o momento que nos ajuda, ou seja, o próprio medo diante de situações claras e evidentes de ameaça ou perigo nos protege. Mas passa a ser patológico quando considerada como uma resposta inadequada a um determinado estímulo ou expectativa de perigo, sem que uma ameaça real seja identificada. Além disso, é preciso considerar o nível de sofrimento e prejuízos na vida de um modo geral”.

Ela alerta que vários são os prejuízos dos transtornos de ansiedade na vida de uma pessoa. “Um transtorno de ansiedade afeta a qualidade de vida, pode desencadear uma depressão, desequilibrar a saúde física e prejudicar as relações interpessoais. Por isso, buscar a ajuda de um especialista é fundamental”.

Feliz Natal!

Dia do Fonoaudiólogo

Congresso da CHADD

Neste mês, a psicóloga Cláudia Ferreira, integrante da equipe do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, participou do Congresso da CHADD (Associação americana sobre TDAH) a respeito do Transtorno do Déficit de Atenção, em Chicago, nos Estados Unidos, ao lado de outros especialistas do mundo todo. Confira!

Dia do Doador de Sangue

Na mídia!

Hoje, a psicóloga Cláudia Ferreira, integrante pelo Núcleo Persona, fala sobre o curso de Vivência e Convivência entre Pais e Filhos, que acontece no próximo dia 29, em Belo Horizonte, ao vivo, a partir das 17h15, no programa Revista BHNews, pela BHNews TV.

 

Assista pelo canal 9 da Net, 29 UHF e ainda pelo site www.bhnews.tv.br

Na mídia!

O curso Vivência e Convivência entre Pais e Filhos, promovido pelo Núcleo Persona e que acontece no próximo dia 29 de novembro, foi tema do caderno Feminino, do Jornal Estado de Minas, no último domingo. Confira!

Dia Mundial da Consciência Negra

Na mídia!

Hoje, a psicóloga Thaís Moraes, integrante do Núcleo Persona, fala sobre a compulsão por compras neste período de final de ano, a partir das 17h15, ao vivo, no programa Revista BHNews, pela BHNews TV no canal 9 da Net, 29 UHF e ainda pelo site www.bhnews.tv.br. Não perca!

Na mídia!

Hoje, o médico psiquiatra Wagner Parreiras, integrante da equipe do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, participa, ao vivo, do programa Revista BHNews, na BHNews TV e fala sobre os cuidados com o uso exagerado de medicamentos, a partir das 17h15, não perca!

 

Assista pelo canal 9 da Net, 29 UHF e ainda pelo site www.bhnews.tv.br

Dia Nacional da Alfabetização

Dia do Diretor de Escola

Na mídia!

<span style="\&quot;line-height:" 1.6em;\"="">Não perca no próximo domingo, dia 9, a entrevista da psicóloga Renata Nunes Bonaccorsi, integrante do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, sobre o comportamento atual da mulher aos 40 anos, no programa Cheia de Graça, pela TV Horizonte, 12h30.

 

Confira os horários das reprises do programa durante a semana no link abaixo:

 

http://www.tvhorizonte.com.br/cheiadegraca/sobre-o-programa/

 

Os perigos do uso exagerado de medicamentos

Sentimentos como tristeza, medo e ansiedade são tratados, hoje, de maneira equivocada em alguns casos, como doenças psíquicas e geram um uso excessivo de remédios, que podem causar sérios efeitos colaterais e até fatalidades.

É abusivo, hoje, o uso de remédios. Isso inclui medicamentos que estão sendo usados de forma equivocada por leigos, devido a informações disponibilizadas na internet e experiências pessoais. Tudo isso, sem a avaliação de um médico profissional, criando condições favoráveis ao erro e ao dano à saúde, podendo causar efeitos colaterais e até fatalidades.

Além disso, alguns sentimentos passaram a ser considerados como problemas de saúde e consequentemente há um uso desnecessário e exagerado de medicamentos para “curá-los”. O psiquiatra Wagner Parreiras, do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, explica que se convencionou aceitar que vivências que fazem parte do desenvolvimento humano devam ser considerados e tratados como sintomas de doença psíquica, mesmo que isoladamente. “A tristeza, a ansiedade e o medo, mesmo que isoladamente e sem causar uma disfunção ao indivíduo que resultem em prejuízo da rotina da sua vida diária, estão sendo tratados equivocadamente com o uso indiscriminados de remédios”.

Ele esclarece que uma doença é composta por sinais e sintomas muito bem definidos por critérios clínicos. “Conhecer e respeitar tais critérios na avaliação e tratamento do indivíduo efetiva um diagnóstico correto e um tratamento específico que resulte na diminuição do prejuízo à saúde do mesmo. Não cabe empirismos na prática clínica da medicina”.

O médico garante que existem outras formas de tratamento que podem ser indicadas para tratar um problema psíquico, além do uso de medicamentos, como mudanças de hábitos da rotina que impliquem em uma boa alimentação, atividade física e socialização. “As terapias de acordo com as indicações de profissionais qualificados e respeitando a individualidade e os objetivos esperados fazem parte de uma estratégia de intervenção oportuna nos quadros que comprometam a saúde mental”, completou.

Prejuízos para a saúde

O psiquiatra ressalta que o uso de remédios só devem ser usados e indicados após uma avaliação médica adequada para determinar um processo de doença que requeira uma terapia medicamentosa. “Dessa forma, diminuímos a probabilidade do erro de um diagnóstico e aumentamos diretamente a chance de eficácia do tratamento. Sem uma boa indicação clínica do uso de um medicamento, o resultado poderá gerar danos irreparáveis ao paciente. Não existe remédio ruim, existe remédio mal usado”.

Segundo o médico, o grau de prejuízo vai depender do tipo de substância ingerida, do tempo de uso, da dosagem, das características individuais do sujeito que o ingeriu devido ao seu metabolismo. Além disso, se há condições físicas sistêmicas comprometidas consequentes a outras doenças de base associadas (hipertensão arterial, diabetes, cardiopatias, insuficiência renal, insuficiência hepática, entre outros), da idade, se associadas ao uso concomitante de álcool, tabaco e drogadição ilícita. 

Curso - Vivência e Convivência entre pais e filhos

Friends for Life

A psicóloga Renata Nunes Bonaccorsi, do Núcleo Persona, participou no último mês do curso Friends for Life, no Rio de Janeiro, ao lado de outras especialistas. Segundo ela, o curso foi bastante enriquecedor. Confira!

Curso Distúrbios da Fala - Diagnóstico e Terapia

Cláudia Ligocki na mídia!

Hoje, a fonoaudióloga Cláudia Ligocki, do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, falou sobre a gagueira em entrevista para a Rádio Globo. Segundo a especialista, esse problema pode ser atribuído à ansiedade, mas a genética também pode influenciar. Ouça a entrevista completa AQUI

Cláudia Ferreira na mídia!

Hoje a psicóloga Cláudia Ferreira, do Núcleo Persona, em Belo Horizonte, participa do programa Revista BHNews e fala sobre os tipos de Tiques Nervosos, as causas e formas de tratamento, ao vivo, a partir das 17h15, pela BHNews TV.

Assista pelo canal 9 da Net, 29 UHF e pelo site www.bhnews.tv.br, não perca!

Dia do Médico

Dia do Professor

Como lidar com as mentiras que as crianças contam

Na ilusão de toda mãe e de todo pai, o próprio filho nunca os decepcionará. E isso inclui imaginar que ele nunca vai mentir. Pois aqui vai uma má notícia: ele vai, sim, se é que ainda não mentiu. E está tudo bem, é mais do que normal e faz, inclusive, parte do bom desenvolvimento da criança. Esse ato é tão parte do crescimento e das habilidades humanas que, antes mesmo de falar, os bebês já sabem contar uma mentirinha. "Quando o pequeno chora sem motivo aparente, apenas para chamar a atenção e pedir colo, já é uma forma de manipular a verdade para conseguir o que quer", explica Nívea Fabrício, psicóloga e psicopedagoga do Colégio Graphein, em São Paulo.

Mas há que se tomar cuidado com o tom usado. "Uma das situações que levam à mentira é a rigidez dos pais. A criança pode não dizer a verdade com medo da bronca ou castigo que vai receber", explica Nívea Fabrício. E o oposto também é verdadeiro. Quando o pequeno nunca é repreendido, ele mente por saber que vai conseguir o que quer. Parece difícil, mas ensinar que mentir não é legal é mais simples do que você imagina. O segredo está em conversar, entender as razões da criança e explicar que ela não precisa agir daquele modo. Pergunte o que aconteceu e veja como ela reage.

Os motivos são os mais variados. A criança pode mentir por medo de ser castigada ou reprimida pelos pais por algo como ter quebrado um objeto dentro de casa ou brigado com o irmão mais novo. Pode ser um jeito de conseguir o que quer, como um pacote de doces que "achou" no supermercado ou o lápis bonito que o colega de escola tem e ela não. Em especial, entre as crianças pequenas, porque não sabem como separar uma história que imaginaram da verdade. Ou vai ver que seu filho está apenas querendo contar papo, parecer mais legal para entrar em uma turma de amigos.

É por isso que se deve ter muito cuidado em casa, inclusive com as chamadas mentiras do bem. Seu filho não precisa dizer que adorou um presente que não gostou. Basta ensinar a ele que deve agradecer sempre, pois a pessoa teve a gentileza de lhe dar algo. "Nesse caso, não é útil relacionar com mentira, mas, sim, com omissão, no sentido de que há situações em que não convém ser sincero, pois poderá magoar o outro. São modos de ensinar habilidades de convivência social", explica Edith Rubinstein, psicopedagoga e terapeuta familiar, coordenadora do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogia, em São Paulo. Mas, se ele for sincero, não repreenda. "Ele é a criança e nós os adultos. Nós é que precisamos dar conta de lidar com a frustração de receber uma verdade", diz Luciana.

Entre deixar passar ou assumir linha dura contra as inverdades do filho, é melhor não fazer nem uma coisa nem outra. A bronca pesada ou os castigos fazem com que a criança sinta medo e passe a mentir para não sofrer mais com isso. Psicólogos apontam a severidade dos pais e o medo como uma das principais razões que levam o pequeno a entrar em um ciclo de mentiras. "O que indicamos é que os pais conversem. Por exemplo, se o garoto chega da escola com um brinquedo que não é dele, comece perguntando calmamente de onde veio e de quem é e reforce que ele pode contar, que ninguém vai ficar bravo. Depois explique que, se é do colega, ele pode pedir emprestado, mas terá de devolver. E leve o seu filho para entregar e pedir desculpas. Assim, ele entenderá o que está acontecendo", ensina Nívea Fabrício.

Uma das coisas que os pequenos aprendem bem cedo, antes mesmo dos 3 anos, é a inventar histórias fantásticas. É um tremendo exercício de criatividade e você deve deixá-lo acontecer livremente. Só intervenha se notar que seu filho está entrando demais na fantasia. Se ele disser que foi o super-homem que quebrou o vaso da sala, não ele, ou se jurar que é um pássaro e pode voar se jogando da poltrona no chão, fale numa boa: "Que bacana essa história, me conta mais sobre esse super-herói. Como você o conheceu? Vocês brincam sempre juntos?" Assim, você estimula a criatividade, mas deixa claro que se trata de uma brincadeira e que aquilo não é parte da realidade. Aos 5 anos, a criança já precisa saber bem o que é história inventada e o que não é. Por isso, é nessa idade que aparecem mais as mentiras com foco na consequência - não ser castigada, obter uma coisa, causar boa impressão. A diferença é que ela não consegue manter a mentira por muito tempo, já que cai em contradição. Dos 7 em diante, o pequeno já é capaz de segurar histórias não verdadeiras e dar continuidade a elas com argumentos relativamente coerentes. Fique atenta e chame a atenção sempre, explicando por que mentir pode prejudicar outras pessoas e, inclusive, ele mesmo.

FONTE: MdeMulher.com.br

Vivência e Convivência entre Pais e Filhos

Curso visa capacitar os pais a adotarem práticas educativas mais eficazes, além de desenvolverem estratégias que tragam benefícios emocionais e comportamentais para os filhos.

Vivemos, hoje, um momento em que os pais estão sempre correndo e se dividindo entre família e trabalho, às vezes com papéis invertidos e sujeitos a um estresse constante. Pensando nisso, o Núcleo Persona desenvolveu um treinamento que aborda o beabá dessa “Vivência e Convivência entre Pais e Filhos”. “A presença dos pais na vida dos filhos é fundamental para a construção do saber, transmissão de valores e estreitamento de laços afetivos.”, afirmou a Psicóloga Cláudia Ferreira.

De acordo com a especialista, os principais desafios dos pais para conseguirem conviver e educar os filhos atualmente são a hiper-exposição deles aos meios eletrônicos de informação, sem monitoramento de um adulto (TV e internet principalmente). Além do aumento da carga de trabalho dos pais e consequente necessidade de terceirização de educação dos filhos.

Ela garante que é possível dedicar um tempo de qualidade, mesmo com essa rotina estressante e corrida que os pais vivem hoje, estabelecendo limites com amor e sem culpa. “Isso é possível dedicando um tempo de qualidade e exclusividade (5 minutos que seja). E não usar a permissividade para parecerem pais bonzinhos quando se está presente, compensando a ausência anterior. O brincar é um agente transformador da criança através do lúdico, promovendo a aprendizagem, construindo saberes e transmitindo valores”.

Proposta

Cláudia explica que a ideia do curso é capacitar os pais com mais informações de modo a promover a identificação e o manejo de práticas educativas mais eficazes. Além de desenvolver estratégias que otimizem suas competências no processo educativo e que garantam benefícios no ajuste comportamental e emocional dos filhos. “Através desse treinamento os pais terão conhecimento dos comportamentos esperados para cada idade e quais as formas mais adequadas de estimular seus filhos para promover um impacto positivo nas relações”.

A psicóloga acrescenta que eles irão aprender noções básicas para identificar os sinais sugestivos de transtornos mentais e sobre a influência do pensamento sobre o sentimento e o comportamento, possibilitando intervenções comportamentais mais efetivas. “A falta de presença dos pais pode gerar diversos transtornos nas crianças, como alterações do humor, depressão, ansiedade e as fobias”, alertou.

Cláudia garante que o curso também possibilitará ensinar aos pais formas mais adequadas para acompanhar e estimular a aprendizagem dos filhos, criando recursos de enfrentamento de situações reais de impacto negativo na vida de seus pupilos. “A parceria entre pais e escola é muito importante para criar uma estrutura na qual se sustente a criança na formação de aprendizado e aperfeiçoamento do sujeito”.

Curso - Desenvolvimento Cognitivo e Aprendizagem

O objetivo é contribuir para a formação continuada, para o aperfeiçoamento e atualização profissional do corpo docente, através da exposição dos diferentes tipos de funcionamento cognitivo voltados para a aprendizagem e sua maneira de abordagem, levando o professor a refletir acerca de sua prática pedagógica e atuar de maneira mais efetiva na promoção de comportamentos funcionais.

Os limites e os filhos

~OS LIMITES E OS FILHOS
De todas as áreas nas quais os limites são importantes, nenhuma é mais relevante do que a criação dos filhos. A maneira de lidarmos com os limites na criação dos filhos terá enorme impacto sobre a formação da personalidade, o desenvolvimento dos valores, o desempenho escolar, a escolha dos amigos, a escolha do cônjuge e o desempenho profissional.
Parte do nosso processo de amadurecimento consiste em ajudar-nos a assumir a responsabilidade por nossa vida. O mesmo acontece com nossos filhos. Depois de aprender a estabelecer um vínculo e a formar laços fortes, o mais importante que os pais podem dar aos filhos é a noção de responsabilidade: saber porque são responsáveis ou não e saber dizer e aceitar um “não”. A responsabilidade é um presente de imenso valor.
Assim, pode se dizer que o desenvolvimento dos limites na criança é um trabalho de aprendizagem de responsabilidades. Quando ensinamos os méritos e os limites da responsabilidade, estamos ensinando autonomia: estamos preparando os filhos para assumir os deveres da vida adulta.
Acoplado na palavra limite, vem a disciplina, com seus aspectos positivos e negativos. Os aspectos positivos da disciplina são: pró-atividade, prevenção e instrução. Aplicar a disciplina positiva é educar e treinar alguém em uma tarefa. Os aspectos negativos da disciplina são: repreensão, castigo e conseqüência. Aplicar a disciplina negativa é deixar que a criança sofra com os resultados de suas ações para aprender a lição da responsabilidade.
Portanto, tanto a recompensa quanto o castigo são necessários para o desenvolvimento de limites saudáveis. Aprendemos a ser maduros conseguindo informações, aplicando-as, cometendo erros, aprendendo com eles e fazendo melhor da próxima vez. A prática é importante para conhecer os limites e a responsabilidade. Nossos erros são nossos professores.
A disciplina é um limite externo designado para desenvolver limites internos em nossos filhos. Ela fornece um sistema de segurança até que a criança tenha estrutura suficiente para não precisar mais disso. A boa disciplina sempre guia a criança a uma melhor estrutura interna e a ter mais responsabilidade.
Precisamos distinguir disciplina de castigo. Castigo é o que se leva por fazer algo errado. Judicialmente, é o pagamento de uma pena por violação da lei. Contudo, o castigo não deixa espaço para a prática. Não é um bom professor. A disciplina, no entanto, é diferente. Não é o pagamento de um erro. Apenas: nossas ações têm conseqüência.
A capacidade de estabelecer limites tem várias aplicações relevantes que trarão enormes benefícios para toda a vida, tais como:
Autoproteção. Habilidades como dizer “não”, dizer a verdade e manter a distância física precisam de ser desenvolvidas na estrutura familiar para permitir que a criança assuma a responsabilidade por sua própria proteção.
Assumir a responsabilidade pelas próprias necessidades. Quando as crianças aprendem a sentir suas necessidades, distinguindo-as das necessidades dos outros, adquirem um grande benefício na vida. São capazes de evitar o perigo decorrente da irresponsabilidade para consigo mesma.
Algumas sugestões que poderão ajudar seus filhos: permita que fale sobre sua raiva; permita que expressem dor, perda ou tristeza sem tentar alegrá-los nem dissuadi-los de falar sobre seus sentimentos; incentive-os a fazer perguntas; pergunte o que estão sentindo quando se isolarem ou parecerem aflitos; ajude-os a expressar com palavras os sentimentos negativos; não tente facilitar as coisas dando uma falsa noção de cooperação ou intimidade familiar.
Então, o primeiro passo para assumir a responsabilidade pelas próprias necessidades é identificá-las. O segundo é começar a ser responsável pela própria defesa, em vez de transferir esse peso para outra pessoa. Precisamos permitir que nossos filhos experimentem as conseqüências dolorosas de sua irresponsabilidade e de seus erros. Pais inteligentes permitem que os filhos sintam o “sofrimento seguro”. Isso significa que uma criança deve experimentar as conseqüências próprias da idade.
Ter noção de controle e escolha. As crianças devem se enxergar como agentes da própria vida, com poder de escolha, vontade e iniciativa própria, e não como marionetes desamparadas e dependentes dos pais. Precisam de ajuda para aprender a pensar, tomar decisões e dominar seu ambiente em todos os aspectos da vida, desde a decisão do que vestir pela manhã até a escolha das matérias no colégio. Aprender a tomar decisões adequadas à idade ajuda a criança a sentir-se segura e a ter controle sobre si. Pais que evitam que seus filhos tomem decisões difíceis (“deixe que eu decido por você”) prejudicam a capacidade da criança em afirmar-se ou em provocar mudanças. Elas precisam saber que cabe a elas determinar sua vida e seu destino. Isso as ajuda a fazer escolhas, em vez de evitá-las.
Esperar pela recompensa dos objetivos. A palavra agora exprime com exatidão a realidade das crianças pequenas. Elas vivem para o momento. Mas, em algum momento de nosso desenvolvimento, aprendemos o significado da palavra “mais tarde”, de esperar por algo bom porque isso é o melhor a fazer. É a capacidade de dizer “não” aos impulsos, às vontades e aos desejos por algum benefício ao longo do processo. Um exemplo disso é quando os pais explicam para a criança que só poderão comprar certas roupas, ou determinados brinquedos, em seu aniversário ou no natal. Crianças mais velhas precisam aprender a esperar pela recompensa. Isso ajuda a adquirir a noção de objetivo.
Respeitar o limite dos outros. Desde pequenas as crianças precisam ser capazes de aceitar os limites dos pais, irmãos e amigos. Nem sempre os outros querem brincar com elas ou assistir ao mesmo programa de televisão. O mundo não gira em torno delas. Saber que os outros nem sempre estão à nossa disposição, ajuda a concentrar-nos mais em nosso interior do que agir de acordo com os estímulos externos. É certo que, quanto mais odiarmos os limites dos outros e a eles resistirmos, mais dependentes seremos deles.
Outra razão importante para que as crianças aprendam a aceitar os limites dos outros é que o respeito pelos limites dos outros as ajuda a amar, pois é a base da empatia, ou seja, amar os outros como gostaríamos de ser amados. Se esse princípio não for ensinado, dificilmente as crianças se tornarão amáveis. Muitas vezes se tornarão egoístas e controladoras.
Somente quando o amor e os limites fazem realmente parte da personalidade da criança é que a verdadeira maturidade acontece. Os pais têm a responsabilidade de ensinar os filhos a ter noção interna dos limites e a respeitar os limites alheios. Certamente não há nenhuma garantia de que nossa instrução será seguida. Nossos filhos têm a responsabilidade de ouvir e aprender. Quanto mais velhos, maior será a responsabilidade deles. Mas, quanto mais aprendermos sobre os problemas com limites, assumirmos a responsabilidade por eles e crescermos, mais chances nossos filhos terão de aprender os limites de um mundo adulto em que essas capacidades serão extremamente necessárias – todos os dias da vida deles.
Referência:
CLOUD, Henry. Limites: quando dizer sim, quando dizer não. São Paulo: Editora Vida, 2006.